Mostrando postagens com marcador Xamanismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Xamanismo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

20 Coisas Para Fazer no Imbolc

Decidi reunir uma listinha básica de coisas que vcs podem fazer no Imbolc, seja ritualisticamente ou não, pois a vida da bruxa é Sagrada!


1. Usar uma coroa de flores (naturais, se possível) em honra a Deusa Jovem;
2. Vestir-se de branco, simbolizando a pureza da Deusa menina;
3. Acender velas/fogueira simbolizando o Fogo Sagrado de Brighit;
4. Tomar um banho de ervas de purificação;
5. Fazer uma cerimônia (ou não) de lava-pés com ervas de purificação;
6. Fazer a varredura da casa com vassoura de ervas (ou com a vassoura que vc tiver em casa) intencionando a purificação das energias;
7. Fazer uma cruz suástica ou de três braços com palha de trigo, junco ou capim (dá pra fazer com lascas de bambu também), pode usá-la pendurada na porta de casa, do seu quarto ou em algum local especial como proteção;
8. Fazer uma boneca de palha (pode ser de milho, trigo ou até palha da costa) ou lã representando Brighid;
9. Fazer a "cama de Brighid" para a sua boneca de palha/lã;
10. Fazer uma procissão com velas;
11. Visitar uma nascente ou poço e lá fazer suas orações e pedidos (pegue um pouco da água para abençoar depois);
12. Colocar fitas verdes ou pedacinhos de tecido de roupas suas ou de uma pessoa que esteja precisando de cura pendurados em uma árvore frondosa (recolha na manhã seguinte com a imantação do orvalho);
13. Fazer seus próprios pães;
14. Oferendar pães, cerveja, hidromel, leite, grãos, mel e/ou água pura;
15. Meditar sobre o que você precisa liberar e deixar ir;
16. Meditar sobre o que você deseja;
17. Queimar uma lista de pedidos no fogo (vela/fogueira/caldeirão);
18. Separar coisas que não lhe sirvam mais para doação;
19. Fazer iniciações e/ou dedicações;
20. Ficar em casa no aconchego do lar e da família, e se possível fazer uma "ceia" juntos agradecendo por esse momento e pelo Fogo Sagrado que nos acalenta.

É isso, pessoal, essa lista é sugestiva e focada na tradição Celta e no culto a Deusa Brighid, mas algumas coisas podem ser adaptadas com respeito conforme a sua tradição desde que se atenha à egregora da natureza e do momento energético em que estamos.

*Não entrei em detalhes sobre algumas coisas como a "cama de Brighid" pois vcs podem encontrar pesquisando no Google, a lista serve apenas para dar ideias.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Vida Espiritual x Vida Material, Estereótipos, Moda e Pressão Social: Algumas reflexões


Estou começando a mudar meu guarda-roupas, para algumas pessoas isso pode parecer fútil, mas isso é um resgate da minha identidade, meus adereços me diferenciam fisicamente de outros animais, é a minha capacidade de me emocionar com a beleza e de expressar meus sentimentos através da arte... Porque eu descobri que não gosto tanto assim de saião florido e nem de estampas coloridas de mandalas indianas como a maioria veste nos Círculos "espiritualistas" os quais eu frequentava, eu não gosto muito de cores suaves e desse ar de leveza, eu sempre fui uma mulher de personalidade forte e marcante, desde menina, sempre gostei de cores fortes e de coisas exóticas, mas a sociedade foi me podando e o ápice do meu "apagamento" foi quando entrei de cabeça nos círculos de espiritualismo "nova era", e das roupas "de trabalho" ou "ritualísticas" eu acabei fazendo as minhas roupas de sempre, porque afinal o "rolê" virou tomar Ayahuasca ou ir em Círculos de Mulheres do "Sagrado Feminino", eu não tinha mais vida social, as pessoas se reúnem por um dia ou dois de "paz, amor e gratidão" e retornam para suas vidas, e as amizades quase nunca duram.

Eu tinha necessidade de me sentir parte de algo, tentei fazer tudo "certinho", mas a minha personalidade sempre foi muito libertária e não consegui, tentei me encaixar em outros grupos, mas acho que nunca me encaixei em nada, e talvez o problema esteja muito mais em ser uma peça de jogo do que necessariamente não se encaixar em algo, talvez ninguém tenha que se encaixar em nada.

Como a maioria das mulheres eu tinha (leia-se "tenho") problemas de autoestima, por conta do machismo como sabemos, e eu só achava que a "espiritualidade" me curaria, me deixaria mais maleável para aceitar tudo o que eu não concordava... Pera aí! Eu tinha desistido de lutar pelo que eu acreditava, eu tinha desistido de mim... Quando comecei nesse caminho eu acreditava que se eu tomasse Ayahuasca eu seria menos ciumenta, eu seria mais autoconfiante e as pessoas (os rapazes, principalmente) gostariam mais de mim, ignorando totalmente que quase todos os meus relacionamentos anteriores foram abusivos ao menos em parte, e no quanto isso minou minha segurança, minha identidade e meu Poder. Isso foi algo que só percebi no recôndito da minha alma, sozinha, na minha casa, quando me recolhia na minha concha durante a TPM, com uma velinha acesa ao lado do meu vaso menstrual, sem Ayahuasca, sem dirigentes, sem mestres, só eu e meus sonhos nas noites de lua minguante, meus prantos no travesseiro, as dores no meu útero e meu corpo me contando a minha história, desde a infância, quando comecei a ser reprimida...

Com o tempo muitas coisas se esclareceram para mim, por vários motivos, mas o fato é que eu comecei a me olhar no espelho e perceber que o que eu chamava de "natural" na verdade era eu negando a minha humanidade, não era mais sobre se depilar ou não, usar maquiagem ou não, alisar e pintar o cabelo ou não, mas sobre eu nunca olhar para mim mesma, sobre a falta de ânimo que eu tinha em cuidar de mim, me agradar, sobre estar há uns 3 anos sem comprar nada que fosse realmente para mim, é sobre não se reconhecer mais!

O natural não precisa ser uma obsessão, o natural não é um fim a ser buscado até as últimas consequências, natural é apenas Ser, onde existe pressão não pode haver naturalidade, é apenas ilusão.

A gente se pressiona a vida inteira a ser de um determinado padrão, e depois a gente se pressiona a romper com TODOS os padrões, o problema está na pressão. E o que não se torna um padrão? Por alguma razão alguns de nós humanos temos gostos similares, uns mais populares e outros não, os mais popularem tendem a ser mais uma pressão estética (mas nem sempre), já eu sempre me atraí pelo considerado underground, mas até o mais alternativo estilo acaba se tornando um tipo de padrão, e tudo bem, ainda videmos num mundo onde aprendemos a sistematizar e organizar as coisas para melhor compreendê-las e estudá-las. O problema é quando você assume um padrão que não te representa só pra fazer parte de algo, só pra se sentir "alguém", um padrão que não casa com a sua personalidade, que não reflete seu Eu no espelho. Até os nativos estampavam em seus rostos quem eles eram, suas pinturas são a expressão da sua personalidade, seus talentos, seus feitos, sua posição naquela sociedade, assim como os seus adereços.

Venho procurando me vestir e me pintar de uma forma que eu veja novamente eu mesma no espelho, que eu me reencontre, que eu resgate a minha força para seguir meus sonhos mais infantis, quero continuar de onde parei, quero dar a mão para aquela menina do passado e dizer que tudo bem gostar de coisas exóticas, você é uma mulher incrível, obrigada por nunca morrer na minha lembrança.

quinta-feira, 1 de março de 2018

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Vídeo: Previsão Lunar / Previsão Mensal com o Oráculo da Deusa

Veja no vídeo a previsão lunar para esta lunação que começou neste mês de fevereiro de 2018 no dia 15, e saiba mais sobre como utilizar os poderes e mistérios da Lua em seu favor.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Visão em Teia - A Lei e o Karma no Xamanismo


O Xamanismo em geral é regido pelo que chamamos de Leis Naturais, que são as leis da própria natureza, um exemplo clássico seria "o que você planta é o que você colhe", basicamente estas leis são compreendidas por pura observância do meio natural e aplica-se a nossa vida por associação compreendendo que somos parte do meio. Mas se existe uma lei, uma regra que rege todo o processo ritualístico, magístico, espiritual e de crenças do Xamanismo esta é a Visão em Teia.

A Visão em Teia pode ser caracterizada em termos mais científicos e acadêmicos como a própria Ecologia ou a Consciência Ecológica, é uma crença comum entre a maioria das tradições nativas e também neo-xamânicas.
Esta visão consiste na ideia de que toda a forma de vida, toda a existência, seja ela material ou espiritual coexiste numa "teia" de interdependência e interligação, onde cada indivíduo, seja ele um animal, um humano ou até mesmo uma célula, possui sua função dentro desta teia que funciona como uma engrenagem que mantém toda a vida existindo em harmonia. 
O grande propósito da prática do Xamanismo, o próprio autoconhecimento, seria então encontrar o seu lugar dentro desta teia, encontrar o seu lugar na existência, que se define pelo seu dom, sua missão, o que nas tradições hindus se chama de Dharma.
Esse dom ou missão é algo que você faz que colabora com a existência de todos os outros seres viventes de alguma forma, eu costumo dizer que nossos dons não são nossos, mas são da comunidade, do Universo, são qualidades especiais e únicas a serem ofertadas aos nossos irmãos, então no modo de pensar xamânico não há egoísmo, pois tudo o que temos é para o todo, e por consequência o é também para nós mesmos.


Compreendendo a teia fica fácil compreender a lógica da ação e reação, lei que rege a tudo no Universo e encontramos de variadas formas de crenças no meio espiritualista, como a Lei Tríplice difundida pela Wicca e outras formas de neo-paganismo, onde acredita-se que tudo aquilo que fizermos de bom ou de mal retornará para nós três vezes mais; ou como o Karma para o Hinduísmo que tem uma aplicação e um conceito muito mais complexos do que o propagado com o mesmo nome pelo Espiritismo Kardecista e demais vertentes de esoterismo, inclusive variando a sua interpretação até mesmo entre as vertentes do hinduísmo, mas basicamente a palavra Karma significa "ação", não vou abordar profundamente porque hoje não é este conceito que nos interessa aqui.
Então voltando à Visão em Teia do Xamanismo, imagine uma teia bem grande que pode ser tocada por você em cada uma de suas linhas, perceba que se você tocar em uma única linha, como quem toca na corda de um violão, por exemplo, esse toque irá reverberar por toda a teia, pois todas as linhas se entrecruzam ao longo da teia toda, essa seria então a visão do "karma" ou "lei do retorno" para o Xamanismo.
Tudo o que fizer a si mesmo ou ao meio, mesmo nas suas mais ínfimas partes reverberá pelo todo, se compreender esse conceito perceberá que o retorno pode ser muito maior do que o tríplice, porque toda ação vibra em toda a existência, em todas as dimensões e por toda forma de vida.

Existe uma crença antiga que diz para nunca se retirar um objeto da natureza sem um propósito, à toa, pois até mesmo uma pedra que é tirada de um lago pode gerar um pequeno impacto para uma pequena comunidade de microorganismos que vive ali nas proximidades, e indo além, às vezes um movimento pequeno como jogar uma pedra no oceano produz ondas que irão se propagar para além do que poderíamos ver ou medir a sua proporção.

Esta é a visão mais "científica" da coisa, mas se acreditar em elementais e outras formas de existência que habitam a natureza, perceberá que o impacto causado é sempre maior do que o que se imagina, só uma única árvore pode abrigar centenas de vidas, materiais e também elementais. Longe de uma verdade absoluta este é um conceito para ser vivido e sentido e não apenas assimilado pela mente racional, através da comunhão com as Plantas de Poder e outras formas de práticas Xamânicas podemos encontrar o nosso lugar na teia e compreender melhor as leis que nos regem, que são muito mais simples que as leis humanas.

A Visão em Teia é simbolizada dentro do Xamanismo por todas as formas de tecituras, pelas mandalas, pelos "filtros-dos-sonhos" e pela medicina da Aranha como Animal de Poder.


*É importante lembrar que já existe uma teoria científica chamada de "Teoria de Gaia" que pressupõe que a o planeta Terra seja um organismo vivo e que nós sejamos seres interdependentes da mesma.

*Uma curiosidade é que no Equador em 2008 foi reconhecida pela Constituição do país a Pachamama (Mãe Terra) como sujeito de direitos pela primeira vez na história.


terça-feira, 31 de outubro de 2017

A Roda do Ano para o Xamanismo

Imagem: Pedra do Sol - Calendário Asteca.

A Roda do Ano é popularmente conhecida no meio pagão como um conjunto de celebrações sazonais de origem Celta/Druida e que marca especialmente as estações do ano (solstícios e equinócios), ela representa principalmente o movimento da Terra ao redor do Sol, por isso são celebrações consideradas solares, também são chamadas de Sabás ou Sabbaths.

Todo esse movimento da Terra ao redor do Sol é representado por um mito no qual a Deusa é representada principalmente pela Terra e o Deus pelo Sol, então esse movimento ao longo de um ano resumido em nascimento, fertilidade e morte é a história desses Deuses.

Imagem: Roda do Ano Celta com referências astrológicas.

A Deusa dá a luz no Solstício de Inverno ao Deus Menino, A Criança Prometida. Na Primavera o jovem Deus e a Deusa estão férteis e fazem amor. O verão marca a maturidade dos Deuses e o consequente sacrifício do Deus representando a colheita. Então no Outono a vegetação começa a morrer, o Sol está se distanciando, o Deus está indo ao mundo dos mortos, e finalmente morre. E a Deusa então vive seu luto em sua face anciã, para depois voltar a dar a Luz ao Deus Menino novamente no Inverno. É o ciclo eterno da natureza, tudo vêm da Mãe e tudo a Ela retorna.

Esse mito é difundido como sendo de origem Celta/Druida, no entanto grande parte das civilizações celebravam as passagens da natureza (talvez com outros mitos, mas há semelhanças que podem ser notadas nos mitos de Jesus, Hórus, Mitra, Krishna, por exemplo, entre outros), especialmente os povoados agrícolas, pois estes ritos faziam parte de um conjunto de crenças antigas anímicas que garantiriam o sustento desses povos. Então as datas dos ritos dependiam totalmente da sazonalidade de cada região, por isso não vou entrar em detalhes sobre datas e hemisférios, pois mesmo dentro de um mesmo hemisfério o movimento da natureza varia e há muito material online e em livros que oferece datas e adaptações, mas a melhor data para celebrar-se os Sabás, sob o ponto de vista Xamânico, seriam as datas que correspondem ao ciclo da natureza local.

Mais do que como uma crença, a sazonalidade é parte do estilo de vida Xamânico e por isso é tão importante celebrar e ritualizar estas passagens, pois no Xamanismo o ser humano interage profundamente com a natureza que o cerca como parte essencial dela. A maioria de nós acaba seguindo o modelo e nomenclatura Celtas menos por identificação cultural e muito mais por ser o mito mais conhecido e mais fácil de encontrar informação, e também pelo fato de que Xamanismo não é algo que se restrinja a uma cultura específica ou outra, mas o próprio culto à natureza independente de nacionalidade, mas para fins informativos, sabemos que há os Sabás Judaicos, as Treguendas Stregas (Italianas de origem Etrusca), entre outras celebrações sazonais das quais não tenho conhecimento dos nomes, mas sei que existem, que são as Egípcias (encenação do mito de Ísis e Osíris, por exemplo), Gregas (Mistérios Eleusinos, por exemplo), Indianas (Diwali como festival das luzes, o Radhastami como Primavera e o Janmashtami como Natal, por exemplo), Maias, Guaranis, etc.

Imagem: Roda do Ano Strega - Treguendas.

Imagem: Roda do Ano Judaica.

Por fim, concluo que a celebração da Roda do Ano, seja com o mito Celta ou não, é uma prática essencialmente Xamânica que está para além da crença cultural em Divindades x ou y, mas representa uma verdade espiritual sobre a própria natureza, uma lei natural que se adapta e se molda a cada região, é parte da Visão em Teia e é um macrocosmo da nossa existência: vida-morte-vida.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Como Fazer Benção do Útero

Benção do útero sozinha pode? Pode!
Benção do útero sem ser "moon mother" pode? É claro que pode!

Houve uma grande movimentação após eu ter declarado publicamente minha opinião sobre os rituais de sincronização de benção do útero difundidas pela Miranda Gray e de pessoas perguntando como fazerem isso sozinhas, por isso vim aqui acender uma "luzinha". Ideias para fazer uma benção do útero independente...


Imagem: Domínio público, edição feita por mim.


INTRODUÇÃO

Para introduzir o assunto vou colocar aqui os pontos importantes sobre esse movimento e o porquê de me colocar contra o mesmo.

Segundo informações do site da Womb Blessing ela recebeu esta energia de benção do útero diretamente da Deusa, e passa essa energia por meio de um curso de "moon mother" como um monopólio da benção, além de ser, claro, um curso caro. Algumas vezes por ano nas Lua Cheias coincidentes com os Sabás, geralmente, é feita uma "sincronização mundial da benção do útero" na qual mulheres do mundo todo podem se cadastrar para receber a benção diretamente da Miranda, e o site oferece orientações para que todas possam fazer no mesmo horário independentemente do país. É claro que é a oportunidade perfeita para se auto promover e ganhar mais dinheiro com os eventos e cursos pagos pelo mundo, mas este não é apenas o único motivo pelo qual não participo da tal "sincronização", mas porque esta benção é algo normal, com referências de cultos pagãos antigos já conhecidos por muitos praticantes de bruxaria e xamanismo atualmente e qualquer mulher estaria capacitada para realiza-la.

Para começar, gente, eu estou sempre benzendo o meu útero, a cada ciclo por meio de rituais com o Vaso Menstrual e a minha Lua Pessoal (menstruação), então isto é algo realmente comum, mas também realmente poderoso, como falei hoje em uma postagem no meu Facebook eu já havia recebido a benção do útero, com e sem o cadastro no site da Miranda, e sinceramente meus rituais com a minha lua, eu e a Deusa somente, foram extremamente mais intensos, aliás, tem sido sempre. Por que isso? Porque é feito com coração, com fé e pureza de intenção.

Muitas pessoas dizem terem recebido curas por meio da benção da Miranda Gray, e eu acredito, acredito que essas pessoas estavam no momento certo de receberem suas curas e receberam, por meio da fé e do Poder que há em toda mulher.


PRÁTICA

Não olhei o material da Miranda justamente para passar aqui conforme eu acredito que funcione pela minha própria intuição, mas já fiz algumas vezes a meditação dela e pode ser que haja alguma semelhança, naturalmente, pois símbolos são universais e os ritos são antigos.

Os materiais serão quase sempre os mesmos, podendo-se acrescentar elementos relacionados ao Sabá ou a Lua em que estaremos, os quais vocês podem encontrar mais referências em textos na internet sobre Sabás e Esbás, os materiais mais básicos são:

- Vela branca ou prateada representando a Lua (se feito na Lua Negra pode ser preta);
- Cumbuca ou Cálice com água representando o útero (de preferência de material natural, também pode ser o seu caldeirão, se tiver);

- Ervas com propriedades diversas de acordo com a necessidade e intuito do ritual (opcional);

- Como estamos na Primavera podemos acrescentar flores que podem ser ofertadas em torno da vela e depois depositadas dentro da cumbuca com água.


Meditação: Você pode meditar imaginando a luz da lua descendo sobre você e preenchendo o seu útero com sua luz, fazendo afirmações de cura e de reconsagração do seu "vaso sagrado".

Exemplos de afirmações:

"Mãe Lua, reconsagre o meu útero para que ele seja o teu vaso sagrado."
"Peço pela purificação das memórias do meu útero."

As afirmações vão depender do propósito do ritual em específico se alinhando a energia do Sabá ou ao Esbá, por exemplo, estamos na Primavera e na Lua Cheia, então podemos afirmar fertilidade e criatividade, na Lua Negra poderíamos afirmar a limpeza de padrões negativos sobre ser mulher, sobre menstruação, sexualidade, etc.

Você pode fazer movimentos circulares da vela acesa em torno da cumbuca com água, como uma forma de representar que está direcionando a energia da Lua para o ventre, pois cada elemento material possui uma correspondência com energias que serão trabalhadas, no caso, a Lua (a vela) e o útero (a cumbuca ou cálice com água).

As ervas podem ser utilizadas para defumação antes ou durante a meditação queimando-as na própria vela, ou podem ser também oferecidas em torno da vela e depositadas em seguida na cumbuca com água simbolizando que está colocando as energias daquelas ervas para curar seu útero (ex.: alecrim - alegria e vitalidade, folhas de morango - afrodisíaco e fertilidade, etc).

Ao final da meditação você pode tomar essa água se desde o início você mentalizar que ali está sendo preparada uma água que irá curar o seu útero (cuidado para não usar nenhuma planta tóxica), caso você tenha mentalizado que ali estão sendo depositadas as energias negativas que estão sendo purificadas do seu útero o ideal é descartá-la aos pés de uma árvore grande no final.

Durante a meditação você pode seguir sua intuição tranquilamente, pois uma vez que você abre as portas da espiritualidade naturalmente você se torna um canal, você pode chamar por uma divindade lunar que você cultue ou tenha afinidade, ou que tenha relação com o útero e o Sagrado Feminino (ex.: Oxum, Chang-O, Diana, Shakti, etc). Você pode visualizar símbolos que estejam relacionados ao Feminino, à Deusa ou ao útero como espirais, jarros, árvores... Pode se imaginar em lugares sagrados na natureza, chamar animais de poder... Também pode visualizar cores relacionadas à cura que precisa (ex.: violeta - transmutação, verde - saúde, azul anil - intuição), você pode montar um altar com uma imagem de uma Deusa, você pode usar pedras, você pode tudo o que a sua intuição pedir e for para o bem.

Para quem usa Vaso Menstrual para armazenar o sangue da Lua Pessoal pode utiliza-lo no lugar da cumbuca ou cálice (desde que seja apenas para você, cada pessoa precisa representar o seu próprio útero no ritual e esta ferramenta é individual), inclusive se fizer o ritual sozinha e estiver na lua (menstruada) pode usar o sangue normalmente, apenas não deve beber a água com o sangue diluído, claro, rs, deve ofertar ao pé de uma grande árvore ao final ou em vasos de plantas.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Caso você tenha dificuldade em montar um ritual ou meditação sozinha, pesquise, peça ajuda para amigas que entendam mais, procure em sites confiáveis de bruxaria, grupos de estudos online, e caso não consiga de jeito nenhum, você pode seguir todo o material do site da Benção do Útero sem precisar se cadastrar no site para a sincronização.

Este material é para você que quer fazer a Benção independente.

Eu particularmente não faço mais a sincronização mundial da Miranda Gray porque considero como um meio de boicote ao comércio espiritual e também como uma forma de afirmar a minha autonomia sobre minha espiritualidade e a resistência diante da banalização do Sagrado.

Os Sabás e Esbás são coisas para serem vividas no dia-a-dia, são realizados os rituais destas passagens da natureza por tradições das mais diversas, eles têm origens, não foram criados para a benção do útero, apenas são utilizados como referências e fonte de Poder para a realização do ritual, mas são coisas que deveriam ser mais respeitadas e vivenciadas o ano todo seguindo o fluxo da natureza, e não banalizadas e lembradas apenas quando alguém faz uma meditação de benção do útero, até porque são práticas milenares e que possuem muito mais atribuições do que apenas abençoar úteros.

Que a Deusa esteja com vocês! _/\_

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Quem é a Deusa?

Ela está em tudo, é Ela quem faz tudo florir e crescer, e também é Ela quem brinca de ceifar tudo quando quer, Ela é o que faz o nosso coração bater e também quem o paralisa, é quem nos dá a vida e nos recebe em seu ventre novamente quando partimos deste mundo.

Imagem: Josephine Wall, "The Three Graces".

Quase todas as atribuições que você aprendeu que eram sobre um deus masculino, na verdade são sobre Ela. A Ela geralmente se atribui mais características terrestres e materiais, e ao deus masculino, mais características sublimes e espirituais, como se a mulher representasse o corpo e o homem o espírito, de alguma forma sempre se fala entre os religiosos e espiritualistas de tradições diversas na transcendência do material, o que novamente coloca o Feminino em segundo plano, como a natureza material a que devemos nos libertar.

Mas o Feminino está além da Mãe Terra, está também na espiral das galáxias, no formato esférico dos planetas, está no vazio onde tudo se cria, no impulso das explosões cósmicas, na Shakti, a potência criativa. Segundo as crenças hindus mais antigas o deus masculino seria a consciência no seu estado de inércia, representado geralmente por Shiva, uma consciência que apenas existe sem interagir com sua criação, como num sonho, a Shakti, o Divino Feminino é a força que realiza, que dá vida e forma às ideias dessa consciência inerte, é Ela a única quem faz Shiva se movimentar, tem um ditado hindu que diz que “Shiva sem Shakti é apenas shava”, shava significa cadáver. A Deusa é a verdadeira doadora e provedora de vida, Ela é a razão da nossa existência, seja ela física, energética, espiritual ou divina.

Meu pranto mais sentido pelos milhares de anos em que estivemos separadas e que eu e tantas mulheres estivemos incompletas sob as sombras de um herói solar, cujo trono é herdado da Mãe, apagando assim o Divino Feminino. O mito da Deusa virginal que dá a luz à uma criança solar que irá governar o mundo se repete em muitas tradições, representando a supressão do Feminino, a substituição da tradição matrifocal e matrilinear por uma sociedade governada por homens.

Esse mito que representa na verdade o movimento da Terra ao redor do Sol e as estações da natureza numa analogia que movimenta forças masculinas e femininas de forma harmoniosa (nascimento, amadurecimento, reprodução e morte), a chamada “Roda do Ano”, foi utilizado para afirmar as divindades masculinas como heróis salvadores da humanidade, como Jesus, Mitra e outros, e as Deusas foram jogadas para as sombras destes heróis como apenas as “mães” mortais, perdendo assim toda a sua infinidade de possibilidades e facetas, e seu Poder, isso quando não apagaram até mesmo as mães...

Foram muitos templos destruídos, imagens quebradas, documentos históricos ocultados e deturpados por motivações políticas de dominação social, curandeiras e mulheres simples do campo jogadas nas fogueiras da inquisição e muito mais. O patriarcado já vinha ocorrendo desde antes de Jesus, mas após ele esse movimento se intensificou e muito com o Cristianismo, que foi propagado aos quatro cantos do mundo, e é motivo de guerra até hoje no Oriente. E foi com essa crença que a grande maioria das mulheres ocidentais como nós fomos criadas, com um deus masculino rígido, um herói masculino filho “único e perfeito” de deus e uma mãe mortal à sua sombra, a Virgem Maria.

No momento de dificuldade soltamos um “ai, meu deus”, ao se despedir de um amigo “fica com deus”, ao agradecer um “deus te abençoe”, ao fazer uma súplica um “pelo amor de deus”, ao se livrar de algum mal um “graças a deus”, e assim nós fomos fixando e programando em nossa psique e no inconsciente coletivo da humanidade que deus é homem, simplesmente a palavra “Deusa” não faz parte do nosso vocabulário, do nosso dia-a-dia, e palavra é Poder, é mantra, é encantamento! Precisamos resgatar a Deusa, precisamos falar e falar dEla centenas de vezes para nossos amigos, familiares, colegas de trabalho, precisamos assumir Ela em nossas vidas e assim recuperarmos nosso próprio Poder que vem dEla.

A Deusa está aí, Ela sempre esteve, Ela está para quem quiser senti-la, Ela está em todos os lugares, em todas as coisas, apenas esperando que você acorde para Ela, que você abra os olhos um dia e se lembre de agradecer a Ela por estar vivo e por todas as dádivas que Ela nos dá.

Que a Deusa abençoe todos nós.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

A Bruxaria na Minha Vida

Imagem: Último encontro do Círculo de Mulheres Flores
de Yurema em São Paulo, por Rebecca Becker Fotografia.
É incrível a dificuldade que a gente tem de se reconhecer Bruxa. É mais do que se assumir publicamente, está num nível mais profundo onde você se percebe ou se compreende uma Bruxa.

A Bruxaria surgiu na minha vida, desta forma conceituada, tá? Porque eu já vivia em um mundo mágico desde que me conheço por gente, vendo animais selvagens que ninguém mais via (como onças) pela janela do carro quando viajava e passava pela Serra, apertando os olhos enquanto olhava para o mar, chamando e procurando atentamente por sereias, conversando com duendes, e vendo vultos escuros nas paredes (eu sempre tive medo de fantasmas)... Mas a Bruxaria mesmo surgiu na minha vida com este nome quando eu tinha entre 11 e 13 anos, eu mal consigo te dizer como isso aconteceu, sei que eu amava ver filmes de bruxas e achava que aquilo era real e ficava aguardando o dia em que eu iria “descobrir” que eu era uma bruxa também, nessa época eu já comprava revistas de signos e anjos e já colecionava bibelôs de anjinhos, fadas e pirâmides, tudo o que parecia místico eu queria, então surgiu uma revistinha clássica para o público infantil chamada “Witch” e lá eu soube que existiam pessoas que praticavam mesmo a Bruxaria, e que inclusive existia uma escola de magia, mas que infelizmente eu não poderia ir, pois era distante e minha família não tinha dinheiro para me pagar mais uma “escola”, além de acharem que tudo isso era uma fase e uma fantasia infantil.

Nessa mesma época tivemos o nosso primeiro computador em casa, e logo a internet, e ali eu procurava sites sobre Bruxaria e às vezes acessava salas de “bate-papo”, mesmo sendo menor de idade. Fiz minha mãe me levar até uma biblioteca perto de casa e consegui uns livros emprestados sobre Bruxaria antiga e cristais, até tentei fabricar cristais com açúcar, mas não deu certo para minha frustração infantil... E, olha, eu era tão séria que me lembro que tinha deixado certa vez um cristal de quartzo (pedra considerada do meu signo, Leão) numa concha com água e sal grosso tomando banho de sol e lua para energizar e meu pai para brincar comigo colocou esse cristal dentro da boca e eu até chorei de raiva, me sentia desrespeitada, mesmo sendo uma criança.

Eu tinha uma vizinha do lado de casa, era a minha melhor amiga, e eu acabei trazendo essas ideias para ela e juntas nós tentamos fazer um feitiço uma vez de um desses livros da biblioteca, que faria um papel sumir (era um teste apenas), tínhamos tanto medo que rezamos um “Pai-Nosso” antes e lemos o encantamento com uma Bíblia aberta do nosso lado... Nada aconteceu... E nada acontecia, nunca...

No meu aniversário de 13 anos ganhei de presente de algum familiar (porque eu tinha pedido, claro) o meu primeiro livro de Bruxaria, “Bruxaria Natural - Uma Escolade Magia” da Tânia Gori, a fundadora daquela escola de magia divulgada na revistinha Witch. Ali naquele livro as coisas ficavam muito mais claras e reais, mas até um pouco sem graça para uma criança que queria ver coisas fantásticas e sobrenaturais, a Bruxaria parecia tão “natural”, ironicamente... Claro que eu tentei montar um altar, e eu o tive por alguns anos, fiz um “Livro das Sombras” (Grimório), eu me lembro de ter Iemanjá no meu altar, era a deusa mais conhecida para mim naquele tempo, mas nenhum dos meus feitiços era efetivo, talvez por medo, por imaturidade, não sei ao certo, sei que meus pais me mandavam esconder as coisas do altar numa gaveta quando recebíamos visitas e que ele sempre tinha que ser fora de casa no quintal, minha família era de criação Católica não praticante, mas frequentavam Centros Espíritas Kardecistas, que eu ia vez ou outra contrariada, mas eu sempre soube que meu avô por parte de pai benzia e anos depois soube que minha bisavó por parte de mãe também.

Como meus feitiços nunca davam certo, mesmo comprando outros livros, como o Almanaque Wicca que saía nas bancas de jornais, entre outros que eu pegava referências na internet e nesses mesmos livros, eu fui me afastando da Bruxaria quando fui ficando adolescente, sem nunca perder os episódios de visões de vultos, espíritos e sustos durante a noite.

Quando eu já tinha os meus 19 anos e estava naquela correria de faculdade, emprego, vida social e relacionamentos eu tive uma crise de ansiedade depressiva (segundo um psiquiatra), eu comecei a sentir tristezas sem razões aparentes, depois comecei a sentir medo de dormir, medo de escuro, medo de sair sozinha, era terrível, quando meus pais já não sabiam mais o quê fazer comigo me levaram para o hospital, primeiro num clínico geral e em seguida num psiquiatra, claro que todos os problemas que eu estava passando que eram coisas normais da passagem da vida de adolescente para a vida adulta foram classificados como o motivo da minha crise, e me foi receitado um remédio tarja preta que eu não me lembro o nome agora, eu deveria toma-lo por exatamente 20 dias e retornar ao psiquiatra no final desse período. Quando comecei a tomar só me sentia uma ameba, o remédio me ajudou a dormir, e eu dormia muito, como uma morta e continuava sentindo as mesmas coisas ruins de sempre, além de tudo isso eu também tinha visões o tempo todo, coisa que eu não quis relatar ao psiquiatra e nem aos meus pais, por medo de acharem que eu estava enlouquecendo, eu fechava os olhos e via coisas sem sentido, buracos, larvas e outras coisas escuras, era horrível, com isto eu percebi que eu sempre tinha algumas visões de vez em quando, mais quando estava próxima do sono, mas nunca entendia, via pessoas, cenas, coisas que não sei de onde vinham...

No 12º dia do tratamento com o tarja-preta eu quis parar, parei por minha conta e até hoje nunca voltei ao psiquiatra, resolvi retomar meus estudos de Bruxaria, pensava que a Deusa poderia me ajudar, e retomei, mas continuava não sentindo as coisas como eu gostaria de sentir, com profundidade, aos poucos eu fui melhorando da crise, e logo deixei tudo de lado mais uma vez, e minhas visões pararam quase que em definitivo por alguns anos, eu rezava muito para Deus fazer isso parar seja o que isso fosse, e enfim, parou.

Quando eu cheguei mais ou menos nos 22 anos dessa vez a crise foi familiar e não depressiva, houveram muitas brigas entre os meus pais e me envolvendo também de alguma forma e eu me senti no fundo do poço, sem saber onde recorrer, eu me trancava no banheiro e lia “O Evangelho Segundo o Espiritismo” em voz alta algumas vezes enquanto as pessoas se encontravam aos berros e choros. Quando as coisas começaram a se acalmar eu tinha uma ferida muito grande na alma, e comecei a fazer psicoterapia e a frequentar um outro Centro Espírita Kardecista, e nesse meio tempo uma pessoa me falou sobre Ayahuasca, eu já tinha ouvido falar do “Chá do Santo Daime”, mas não fazia ideia de que isso era algo bom, eu já pesquisava enteógenos naturais porque frequentei muitas raves, e mesmo não chegando a experimentar drogas eu gostava da sensação de estar na mata dançando e aquilo me causava certa expansão de consciência, além de todo o contexto tribal hindu que se acredita ter dado origem às raves.

Comecei então a frequentar um Templo Xamânico, no início eu só assistia palestras e às vezes tinham consultas e passes com entidades, pretos-velhos e caboclos, como na Umbanda, que eu ainda não conhecia, achei tudo muito intrigante, e nesse lugar eu sentia as energias, sentia comoção, coisas que nunca senti em Centros Kardecistas. Logo participei do meu primeiro ritual com Ayahuasca nesse lugar, eles possuem uma “ordem iniciática” somente de mulheres, e embora seja tudo bem “indígena”, elas são devotas da deusa Ísis, e ali eu pude sentir a espiritualidade como eu sempre havia ansiado desde a infância, claro que só havia se aberto uma porta e eu ainda havia muito por explorar, mas eu senti um forte desejo de fazer parte daquilo, uma sensação de pertencimento, de reencontro.

Infelizmente, ou felizmente algum tempo depois fui percebendo que o local que eu frequentava era muito comercial, e que você só fazia amigos se você tivesse dinheiro, mas em vez de abandonar este caminho eu fui conhecendo outros Centros que trabalhavam com a Ayahuasca e nesses mais de 4 anos de consagrações, eu vivi muitas coisas incríveis, processos de dor e de primozia extrema como nunca poderia imaginar. Como muitos lugares que frequentei eram de orientação Universalista acabei conhecendo também outras religiões, como o Hare Krishna, no qual recebi iniciação apesar de hoje não me considerar desta religião, e assim fui me abrindo para muitas outras linhas, também desenvolvi a mediunidade na Umbanda por um ano, mas também acabei me afastando, as religiões institucionalizadas sempre acabavam me afastando, e o mesmo aconteceu com o Santo Daime quando conheci essa vertente.

Nessa peregrinação espiritual ardente e frenética que eu vivi nesses 4 anos procurando, na verdade, por mim mesma de alguma forma, eu acabei conhecendo o Sagrado Feminino e os Círculos de Mulheres, na verdade essa minha primeira consagração de Ayahuasca era um ritual do Sagrado Feminino já, mas essa parte da espiritualidade só foi se aprofundar mesmo nas vivências de Círculos de Mulheres que participei mais adiante, há pouco mais de 2 anos atrás. Foi quando comecei a trabalhar o sangue menstrual ritualisticamente, parei de tomar hormônios anticoncepcionais, usar absorventes de algodão e passei a me alinhar mais com a Lua e os fluxos da natureza, e as duas coisas foram se alinhando dentro de mim, o Xamanismo Ayahuasqueiro e o culto ao Sagrado Feminino, que na verdade é o culto antigo da Deusa ressurgindo como um meio de curar a mulher e a humanidade.

Criei um Círculo de Mulheres público e gratuito, o Flores de Yurema, e também passei a realizar alguns rituais solitários do Sagrado Feminino em casa, cada vez mais, até perceber que praticamente se formava uma rotina de culto em minha vida, algumas divindades começaram a surgir e a ganhar uma importância especial, algumas divindades masculinas surgiram também, mas percebi que o meu culto principal sempre será ao Feminino.

Devo lembrar que em 2014 eu recebi a instrução de que eu faria um trabalho do Sagrado Feminino com Ayahuasca, e no desenrolar das coisas essa missão se mostrou muito maior do que eu esperava e hoje eu e meu companheiro temos um projeto de um Templo Universalista que trabalhará com Ayahuasca, o TEU Luzes da Rainha, que está sendo construído e nós estamos recebendo desde então o devido preparo para tal.

Chegando até aqui o que eu percebo é uma vida inteira tentando encontrar essa Bruxa que estava perdida aqui dentro e que encontrei através das Plantas de Poder e do Xamanismo, e que acabou ganhando uma grande missão. Quando falamos de Xamanismo parece moderno, exótico, “diferentão”, e quando se fala em Bruxaria a gente ouve “você é ‘bruxinha’?”, entre risos, sinto essa palavra extremamente estigmatizada, como infantil ou como “coisa do mal”, sinto que hoje até os cultos religiosos de matriz africana que já sofreram tanto preconceito ganharam mais respeito do que a Bruxaria, afinal, eles se institucionalizaram como uma religião, e a Bruxaria não, muito embora exista a Wicca, ela não contempla toda a Bruxaria em sua infinitude.


Bruxaria é liberdade, bruxaria está além de bem e mal, de “pode” e “não pode”, está além de qualquer caixa que tentem colocá-la, eu gosto de diferir a Bruxaria do Xamanismo muito mais pela forma de culto atual do que pela essência, porque na essência eu não vejo diferença, quem pratica Xamanismo, pratica Bruxaria, é um fato, mas é claro que ocorreram diferenciações ao longo dos anos, e a palavra Xamanismo no contexto acadêmico hoje é relativamente nova com relação ao termo Bruxaria, eu explico melhor essa relação entre um e outro neste texto aqui: Xamanismo e Bruxaria.

Enfim... Percebi o quanto eu ainda nego em mim a Bruxaria, o quanto eu ainda considero “mais legal” ou “mais adequado” falar que sou “xamanista”, “universalista” do que simplesmente vomitar na cara da sociedade “SOU BRUXA”. Xamanista define melhor meu campo de estudo e atuação, que é com plantas de poder e cura, e universalista só explica a minha crença que é o reconhecimento do Divino em todas as divindades e seres de culturas diferentes e suas formas de culto (muitas bruxas podem ser consideradas universalistas), mas Bruxa é o que sou, uma mulher que transforma, dentro e fora, que não simplesmente aceita a vida com resignação e fatalidade (pelo menos não o tempo todo), e que atua manipulando com sabedoria os elementos em seu favor, em favor do próximo e da própria natureza, uma Bruxa também é uma guardiã da natureza por excelência, pois é dela que ela tira os elementos para poder praticar a sua magia, e por isso vive com ela em harmonia, zela por ela, reconhece o Poder em todas as coisas e por isso o respeita, sobretudo, sem temor, a Bruxa é uma amiga dos deuses, a eles confessa suas maiores dores, medos e aflições, e com eles celebra suas alegrias, conquistas e amores e a eles ela roga, de dentro de si a Presença que conforta, consola e ampara a sua comunidade, a Bruxa é o receptáculo do Divino.

Eu Sou Bruxa.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Nossa Mãe (Resignificando a oração "Pai Nosso")

Na maioria das culturas antigas pré-patriarcais o costume era que as mulheres cultuassem a Deusa e os homens, o Deus, cada um honrando e reverenciando o seu oposto complementar, mas seus templos e cultos eram divididos desta maneira, neste sentido, trago hoje uma oração que intui resignificando o tradicional "Pai Nosso" para uma oração para mulheres fazerem à Grande Mãe, a Nossa Mãe.



Nossa Mãe
Que estás na Terra, na água, no fogo e no ar
Santificado seja o teu corpo com tua fartura e beleza
Este é o Vosso Reino Natural e a ele pertencemos
Que conforme a tua vontade seja a nossa existência em harmonia
Pois tudo o que vive na Terra possui espírito
E é dEla o alimento que todo dia nos dai, Mãe
Perdoai-nos, Mãe, a nossa humanidade
Pois nós ainda somos falhos em perdoar o próximo na mesma proporção da Tua compaixão infinita
Quando cairmos, que a Senhora nos ampare em teu leito, pois de Ti viemos e a Ti retornaremos
E transmuta, Mãe, em Teu ventre todo o mal em Amor.

Sinal da Cruz:
Em nome da Lua Cheia (terceiro olho), da Lua Negra (ventre), da Deusa que há em mim (coração), da Lua Ceifadora (esquerda) e da Lua Ascendente (direita), que assim seja (mãos unidas e reverência abaixando a cabeça).


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Por que o Sagrado Feminino PRECISA do Feminismo?

Imagem: A pintura de fundo é de autoria de Corina.
A imagem sobreposta com a frase é do 'blogueirasfeministas.org'.


Um pouco da minha missão e história de vida se confundem com este texto...

Primeiramente eu gostaria de dizer que eu não sou nenhuma entendida sobre a parte teórico-filosófica do Feminismo, não li as principais autoras, não pesquisei muito, mas consigo compreender como mulher o quanto esta luta nos importa.

Inicialmente eu tive muita resistência em compreender o Feminismo e em entender porque ele era necessário, pois sempre acabava me deparando com pessoas extremistas e isso me deixava frustrada, por ver o tom de violência que permeava seus discursos frequentemente. Imagine uma pessoa recém-descoberta no mundo utópico do Sagrado Feminino para a classe média que podia pagar na época, sentindo coisas profundas acontecendo dentro de mim, sentindo amor entre mulheres, amor pela natureza,  amor, amor... e no meio de tanto amor eu me perdi e não vi mais aquelas mulheres em situação de rua, em situação de prostituição, em situação de violência, vivendo nas favelas, etc.

Eu precisava me curar para aprender a olhar para o outro também...

Eu que sempre fui revolucionária, que chorava pela desgraça alheia desde criança, de repente estava alienada achando que tudo era só paz e amor e que assim tudo se resolveria.

Até que eu saí da casa dos meus pais e meus principais confortos capitalistas ficaram ali para sempre, junto com aquela consciência limitada de quem quase sempre tem o que quer. Vivi de forma bem simples desde então, me libertando cada vez mais, ainda estou me libertando, aliás.

Tendo a minha própria família e vivendo de forma simples passei a compreender o valor que tinham as coisas (ou o valor que o sistema atribui as coisas), passei a entender que nem todos tinham dinheiro para pagar rituais, cerimônias, cursos... Porque de repente era eu quem não tinha mais, mesmo tendo deixado de comprar roupas e outros pequenos luxos, mesmo tendo deixado de ir à festas, de fazer passeios, de comer fora e comprar petiscos.

Ué, se eu não precisava mais gastar 40 a 60 reais com essas coisas, por que eu iria pagar esse valor em um ritual religioso-espiritual, em uma coisa imaterial, não-intelectual e não-material, mas natural, essencial, se com esse dinheiro eu poderia fazer uma boa compra de alimentos, por exemplo? E fui além, pensei nas pessoas que nem tem para o alimento. E naquelas que mal tem como existir e nem sabem direito que estão vivas...

Era claro para mim pela primeira vez, espiritualidade não pode ser comercializada, o Sagrado pertence a todos, não podemos vender Deus! (ou a Deusa!)

Começou assim, então eu não iria mais nessas cerimônias pagas, e como eu já tinha inclinação ao Sacerdócio, oferecer espiritualidade livre, gratuita, SAGRADA, ESPIRITUALIDADE DE VERDADE passou a ser também a minha missão, minha e do meu companheiro, que acompanhava meu despertar e ao mesmo tempo despertava comigo.

E de repente eu passei a entender a importância das lutas sociais, se até Deus estava sendo vendido, quem poderia proteger e acolher as pessoas mais necessitadas? Quem?...

Eu não tenho tanta inclinação política, confesso, mas sei que há pessoas que naturalmente têm, elas têm essa missão, estão aqui para isso e têm paixão e vontade para realizar certas tarefas, é o Dharma delas.

Entendi que eu sou Feminista, porque eu preciso dessa luta também, não apenas por mim, mas principalmente por todas as mulheres que eu chamo de irmãs, ao pensar o Sagrado Feminino de forma Universal.

Que despertar mais egoísta seria este onde apenas as mulheres que têm dinheiro importam?

É claro que as mulheres periféricas precisam muito mais do que nós do Sagrado Feminino, elas são as principais oprimidas, pelos homens, pela indústria e até pela medicina, precisamos chegar até elas, claro que precisamos.

Então imagine que eu chego hoje numa mulher em situação de rua e digo que ela precisa honrar suas ancestrais (que podem ter sido as primeiras abusadoras, as que a abandonaram e a diminuíram), que ela precisa amar o seu sangue (que ela odeia por não ter nem um banheiro para suas necessidades mais básicas, porque a faz sentir dor e vergonha por mal ter uma roupa), que ela precisa ser irmã das outras mulheres (sendo que a maioria das pessoas não quer nem mesmo olhar para ela)... Acham que assim podemos ajudar esta mulher? Claro que não.

Estas mulheres antes precisam entender que elas são PESSOAS, que elas possuem DIREITOS e que elas são DONAS DE SEUS CORPOS, esse é o papel do Feminismo.

MAS saibam que não são apenas as mulheres de classe baixa que não sabem que são pessoas, que possuem direitos e que são donas de seus corpos. Existem mulheres de todas as classes neste exato momento trancafiadas em casa porque o marido não as deixam sair, porque são violentadas e ameaçadas, muitas delas precisam antes entenderem que são pessoas para poderem ter acesso a qualquer coisa que possa ajudá-las a ascenderem espiritualmente.

Nós temos um corpo, este corpo é o nosso templo, é Sagrado, é onde nossa alma habita, é dentro dele que ocorre toda a magia do Sagrado Feminino, nosso templo precisa ser restaurado, amado, alimentado, respeitado, dignificado!

Precisamos obter a autonomia sobre ele, a gente pensa com esse corpo, a gente sente com esse corpo. Precisamos dar a ele a consciência de que somos nós as donas do corpo e de que nós podemos existir com dignidade, somente com mentes e corpos libertos poderemos acessar a Alma, o Divino que nos habita.

Eu reverencio as minhas irmãs que lutam pelo Feminismo, pois elas lutam por todas nós!

Gratidão às mulheres militantes!

Porque não vai ter círculo de mulheres livres e pensadoras realizando rituais de magia abertamente se não tiver alguém lutando para que essas mesmas mulheres saibam que elas são livres para poderem viver sua espiritualidade como bem entenderem.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Livro: Círculos Sagrados Para Mulheres Contemporâneas

Imagem: Acervo pessoal.

Autora: Mirella Faur
Editora: Pensamento
Ano: 2011
Nº de páginas: 542

Sinopse: "Mirella Faur compartilha suas experiências e conhecimentos sobre a formação, condução e manutenção de um círculo cerimonial. Esta obra, escrita de forma didática e repleta de orientações práticas e modelos de rituais, celebrações e meditações, fornece um precioso material informativo para qualquer pessoa interessada em iniciar, ampliar ou aprofundar as vivências relacionadas à sabedoria milenar feminina em sua vida e em benefício do planeta."


RESUMO PESSOAL

Este livro chegou a mim como indicação de estudo em uma Oficina de Círculos de Mulheres há quase 3 anos, mas só fui comprá-lo algum tempo depois, pois é um livro relativamente caro.

Passei exatamente 2 anos lendo-o (do início ao fim), considerei esse processo todo uma imersão em estudos sobre o Sagrado Feminino e os Círculos de Mulheres, curiosamente eu terminei de lê-lo exatamente um dia após o dia em que fez dois anos que ele chegou em minhas mãos pelo correio. E muitas vezes eu o abandonei de lado por dias, semanas, até mesmo meses, e SEMPRE "coincidentemente" a parte em que eu chegava no livro era geralmente um ensinamento muito adequado para o momento em que eu estava vivendo, então foi uma bela jornada, começada no mês da minha revolução solar e terminada no mesmo momento. Essas "iniciações" da vida que sempre nos surpreendem...

Sobre o conteúdo, devo dizer que é um livro muito completo, e eu recomendo-o MUITO para mulheres iniciantes em magia, mas principalmente para aquelas que desejam aprenderem para tornarem-se facilitadoras/guardiãs de Círculos do Sagrado Feminino. Todo ele é bem fundamentado historicamente e com referências de mitologias e cultos diversos, uma das coisas que mais gosto nele é o fato de não "puxar a sardinha" para nenhum lado e trazer ensinamentos com qualidade de várias vertentes que cultuam a Deusa, inclusive a Xamânica.

Mas é justamente nesta parte que tenho uma crítica construtiva a fazer: Toda a parte que disserta sobre o Xamanismo é sobre o Xamanismo da tradição Norte-Americana, isso precisaria estar melhor esclarecido, pelo fato de que pessoas leigas podem ler e ter aquilo como o Xamanismo como um todo, sendo que existem tradições Xamânicas pelo mundo todo, até mesmo as correspondências de elementos com as direções (Norte, Sul, Leste, Oeste) levam em consideração apenas a tradição Norte-Americana, sendo que ela varia de região para região também. O mesmo ocorre com o livro O Legado da Deusa, de mesma autoria.

Não gosto de "endeusar" ninguém, então preciso colocar os pontos que observei, a autora também se coloca a favor dos rituais com taxas de participação, o que seria ok numa sociedade ideal, mas não em uma desigual, como a que vivemos, no entanto ainda acredito que nos Círculos fechados que funcionam como covens naturalmente os custos acabam se dividindo entre as participantes pois todas acabam sendo as "guardiãs" do Círculo.


Fora isso, é um livro que gostei muito, considero-o um livro para consultas, então por mais que não tenha ele free em formato pdf, é um livro que vale a pena o custo-benefício, porque se você quiser levar as práticas a diante, poderá utilizá-lo como base por toda a vida, por favor, COMO BASE, se inspire e crie seus próprios ritos também. :)

Ao longo do livro a autora também traz relatos de sua própria história na jornada espiritual, o que é muito bacana de acompanhar, pois ela relata dificuldades (e também superações) que muitas de nós passamos e ainda podemos passar e esta identificação é muito curadora e empoderadora no Sagrado Feminino.

Um alerta que gostaria de deixar para finalizar é que algumas coisas que você vai ler fazem parte do conjunto de crenças da autora, isto não significa que sirva para você, ou que seja a verdade absoluta, até porque não tratamos aqui de uma religião dogmática, mas de um culto livre, então façam seus filtros, e aproveitem que o material tem muuuito a agregar.

Boa leitura para quem for ler! 

domingo, 3 de setembro de 2017

Oração à Mãe Terra

Em tempos de riscos tão grandes à nossa Mamãe Amazônia, ventre de tantos povos indígenas e de muitos outros seres, e também de luta pelas terras Guarani, vamos orar à Grande Mãe.





No farfalhar das folhas das árvores sob o vento, escuto tua voz

Escuto-a nos cantos de todos os seres
Escuto-a nesta mente quando acha que pensa coisas tão belas
Nos cantos dos devotos
No grito do desconhecido que sofre
Encontro teu grito de socorro

Grande Mãe

Aquela que lamenta todas as dores do mundo
A que clama por todos nós
Apenas para que sejamos irmãos
Apenas para que nos reconheçamos irmãos em todas as coisas
Em todas as raças
Em todas as plantas
Em todos os bichos
Em toda forma de vida
Sejamos um em todas essas vozes
Em uníssono
O Som da Vida

OM.

sábado, 29 de abril de 2017

Análise Vibracional Xamânica (ou “Mapa” Xamânico)

O Trabalho de Análise Vibracional Xamânica é um apanhado de Terapias que se interconectam formando um "Mapa" que indica o caminho a seguir.

Muitas pessoas me perguntam diariamente sobre o que é este trabalho e como ele funciona, por isto resolvi colocar aqui bem explicadinho para quem tem interesse em aprofundar nesse conhecimento!

Primeiramente devo esclarecer que existem outros tipos de Mapas Xamânicos, pelo menos um outro tipo (que eu saiba) que trata da tradição Maia, se não me engano, de fato devo dizer que não conheço esse trabalho e nem sei como ele funciona, o trabalho que quero tratar aqui é o que é desenvolvido por mim profissionalmente como Terapeuta há cerca de 2 anos.

Este trabalho que realizo é na verdade um trabalho de Análise Vibracional que me foi transmitido durante a minha formação como Terapeuta Xamânica em meados de 2014, portanto há, com certeza, outros profissionais que realizam esta mesma análise por outros “métodos”. No entanto, eu percebi a importância que haveria para as pessoas de possuir um material-referência que “codificasse” ou “classificasse” a sua análise de forma organizada e didática, como um “Mapa” que mostrasse o caminho a seguir.


Sobre a Análise:


A Análise é baseada numa espécie de astrologia rudimentar de um povo nativo ancestral aos Tupis que foi chamado de Tubakwaassu, e então esses dados foram codificados e classificados numa tabela que permite através dos dados de nascimento da pessoa levantar os três principais elementos, na tradição chamados de Aratzyl, ou “frequências divinas”, que regem a personalidade, a vida e o destino da pessoa.

Num comparativo com a Astrologia podemos dizer de forma geral que um trata das influências planetárias do nosso sistema solar, a Astrologia, no caso, e a outra tradição de que estamos falando trata das influências dos elementos que compõe a natureza terrestre. Há características comuns e há características que divergem, por exemplo, na tradição Tubakwaassu trabalha-se com o conceito de 7 elementos e não 4, como costuma-se trabalhar em outras tradições, sendo os principais (Ar, Água, Terra e Fogo) e os três chamados Éteres (Luminoso, Refletor e Refletido). Por este motivo podemos dizer que esta análise às vezes acaba, apesar de mais simples, chegando no mais profundo do ser, então acontece da pessoa ser num Mapa Astrológico de maioria um elemento específico, e no Mapa Xamânico em questão ser de maioria um outro elemento totalmente diferente, e até hoje todas as análises que fiz sempre tocaram as pessoas e sempre encontramos sentido para estas diferenças.

O principal motivo que explica as diferenças de elementos que podem ocorrer entre uma tradição e outra é que nesta tradição acredita-se que os seus elementos tanto podem ser aquilo que mais existe atualmente em você, como pode ser o que mais está em falta, porque a crença fundamental é de que a nossa natureza é única e neutra, e o seu desequilíbrio se encontra justamente no excesso, mas também na falta de determinados elementos que nos são naturais. Então, por exemplo, uma pessoa muito “fria” pode ser da Água (que é relativo às emoções) se esta estiver vivendo o desequilíbrio “para menos” de sua própria natureza emocional.

De forma geral, a análise trará também características de personalidade que são mais evidentes, as suas principais dificuldades comportamentais, os seus talentos, orientação profissional, missão de vida, etc. E algumas correspondências de cores, pedras, chakras (aqui chamados de Yerês) e também de animais totens relacionados aos elementos e como atuam em nossa vida.


Diferenciais do trabalho:


ARTETERAPIA

As mandalas de forma geral são interpretadas como o caminho para o interior, o centro do Ser, a Unidade, a Integração com o Todo o qual fazemos parte, entrando assim em estado de harmonia. Tanto sua contemplação como a sua confecção podem ser altamente terapêuticos!

A Mandala Yuntará - O trabalho é acompanhado de um desenho de uma mandala simples composta pelos símbolos dos principais elementos da pessoa nos grafismos da tradição Tubakwaassu, esta mandala é apenas um referencial para que a própria pessoa desenvolva sua auto cura pelo método da Arteterapia, pois os símbolos podem ser usados para compor outros desenhos e mandalas maiores a fim de produzir uma espécie de “antena” energética para atrair os elementos naturais do paciente.

*Eu também produzo as mandalas em artes maiores sob encomenda.



PSICANÁLISE





A conclusão do trabalho se dá a partir de um breve relato sobre as principais dificuldades atuais que peço ao paciente no ato da encomenda do seu trabalho de Mapa Xamânico, e com base na minha formação em Psicanálise Terapêutica também confronto as características trazidas pelos elementos da pessoa com as queixas atuais fazendo a análise principalmente dos símbolos e como estes atuam através dos elementos na vida da pessoa, trazendo muitas vezes orientações para o dia-a-dia e sugestões para meditação, chegando assim na resposta final sobre quais elementos estão precisando ser trabalhados no momento para que a pessoa atinja o equilíbrio necessário.


FITOTERAPIA


Os banhos de ervas  são a principal, mas não a única forma de Fitoterapia, podendo ser utilizada também pelo paciente a Aromaterapia, dentre outros.

Por fim, o trabalho traz uma relação de ervas correspondentes aos principais elementos naturais do paciente e uma sugestão de tratamento de Fitoterapia da tradição a partir de banhos de ervas pessoais e individuais, a fim de equilibrar os campos energéticos.


O trabalho de Análise Vibracional da tradição Tubakwaassu é então, como podem perceber, um apanhado de Terapias Integrativas e Holísticas que se interconectam a fim de tornar-se mesmo um “Mapa” que aponta diversos caminhos para a cura do ser.


"Gostei e quero encomendar o meu Mapa, como faço?"

O trabalho é feito até esse momento exclusivamente à distância, ele é entregue em um arquivo formato “PDF” via e-mail, o material é composto por 6-9 páginas, aproximadamente.

Para fazer a sua encomenda basta entrar em contato comigo no Facebook, no e-mail vandanashakti@hotmail.com ou no Whats App: 11.95491-0642 e solicitar os dados para pagamento e relação de dados necessários para a confecção do Mapa.