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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Como Fazer Benção do Útero

Benção do útero sozinha pode? Pode!
Benção do útero sem ser "moon mother" pode? É claro que pode!

Houve uma grande movimentação após eu ter declarado publicamente minha opinião sobre os rituais de sincronização de benção do útero difundidas pela Miranda Gray e de pessoas perguntando como fazerem isso sozinhas, por isso vim aqui acender uma "luzinha". Ideias para fazer uma benção do útero independente...


Imagem: Domínio público, edição feita por mim.


INTRODUÇÃO

Para introduzir o assunto vou colocar aqui os pontos importantes sobre esse movimento e o porquê de me colocar contra o mesmo.

Segundo informações do site da Womb Blessing ela recebeu esta energia de benção do útero diretamente da Deusa, e passa essa energia por meio de um curso de "moon mother" como um monopólio da benção, além de ser, claro, um curso caro. Algumas vezes por ano nas Lua Cheias coincidentes com os Sabás, geralmente, é feita uma "sincronização mundial da benção do útero" na qual mulheres do mundo todo podem se cadastrar para receber a benção diretamente da Miranda, e o site oferece orientações para que todas possam fazer no mesmo horário independentemente do país. É claro que é a oportunidade perfeita para se auto promover e ganhar mais dinheiro com os eventos e cursos pagos pelo mundo, mas este não é apenas o único motivo pelo qual não participo da tal "sincronização", mas porque esta benção é algo normal, com referências de cultos pagãos antigos já conhecidos por muitos praticantes de bruxaria e xamanismo atualmente e qualquer mulher estaria capacitada para realiza-la.

Para começar, gente, eu estou sempre benzendo o meu útero, a cada ciclo por meio de rituais com o Vaso Menstrual e a minha Lua Pessoal (menstruação), então isto é algo realmente comum, mas também realmente poderoso, como falei hoje em uma postagem no meu Facebook eu já havia recebido a benção do útero, com e sem o cadastro no site da Miranda, e sinceramente meus rituais com a minha lua, eu e a Deusa somente, foram extremamente mais intensos, aliás, tem sido sempre. Por que isso? Porque é feito com coração, com fé e pureza de intenção.

Muitas pessoas dizem terem recebido curas por meio da benção da Miranda Gray, e eu acredito, acredito que essas pessoas estavam no momento certo de receberem suas curas e receberam, por meio da fé e do Poder que há em toda mulher.


PRÁTICA

Não olhei o material da Miranda justamente para passar aqui conforme eu acredito que funcione pela minha própria intuição, mas já fiz algumas vezes a meditação dela e pode ser que haja alguma semelhança, naturalmente, pois símbolos são universais e os ritos são antigos.

Os materiais serão quase sempre os mesmos, podendo-se acrescentar elementos relacionados ao Sabá ou a Lua em que estaremos, os quais vocês podem encontrar mais referências em textos na internet sobre Sabás e Esbás, os materiais mais básicos são:

- Vela branca ou prateada representando a Lua (se feito na Lua Negra pode ser preta);
- Cumbuca ou Cálice com água representando o útero (de preferência de material natural, também pode ser o seu caldeirão, se tiver);

- Ervas com propriedades diversas de acordo com a necessidade e intuito do ritual (opcional);

- Como estamos na Primavera podemos acrescentar flores que podem ser ofertadas em torno da vela e depois depositadas dentro da cumbuca com água.


Meditação: Você pode meditar imaginando a luz da lua descendo sobre você e preenchendo o seu útero com sua luz, fazendo afirmações de cura e de reconsagração do seu "vaso sagrado".

Exemplos de afirmações:

"Mãe Lua, reconsagre o meu útero para que ele seja o teu vaso sagrado."
"Peço pela purificação das memórias do meu útero."

As afirmações vão depender do propósito do ritual em específico se alinhando a energia do Sabá ou ao Esbá, por exemplo, estamos na Primavera e na Lua Cheia, então podemos afirmar fertilidade e criatividade, na Lua Negra poderíamos afirmar a limpeza de padrões negativos sobre ser mulher, sobre menstruação, sexualidade, etc.

Você pode fazer movimentos circulares da vela acesa em torno da cumbuca com água, como uma forma de representar que está direcionando a energia da Lua para o ventre, pois cada elemento material possui uma correspondência com energias que serão trabalhadas, no caso, a Lua (a vela) e o útero (a cumbuca ou cálice com água).

As ervas podem ser utilizadas para defumação antes ou durante a meditação queimando-as na própria vela, ou podem ser também oferecidas em torno da vela e depositadas em seguida na cumbuca com água simbolizando que está colocando as energias daquelas ervas para curar seu útero (ex.: alecrim - alegria e vitalidade, folhas de morango - afrodisíaco e fertilidade, etc).

Ao final da meditação você pode tomar essa água se desde o início você mentalizar que ali está sendo preparada uma água que irá curar o seu útero (cuidado para não usar nenhuma planta tóxica), caso você tenha mentalizado que ali estão sendo depositadas as energias negativas que estão sendo purificadas do seu útero o ideal é descartá-la aos pés de uma árvore grande no final.

Durante a meditação você pode seguir sua intuição tranquilamente, pois uma vez que você abre as portas da espiritualidade naturalmente você se torna um canal, você pode chamar por uma divindade lunar que você cultue ou tenha afinidade, ou que tenha relação com o útero e o Sagrado Feminino (ex.: Oxum, Chang-O, Diana, Shakti, etc). Você pode visualizar símbolos que estejam relacionados ao Feminino, à Deusa ou ao útero como espirais, jarros, árvores... Pode se imaginar em lugares sagrados na natureza, chamar animais de poder... Também pode visualizar cores relacionadas à cura que precisa (ex.: violeta - transmutação, verde - saúde, azul anil - intuição), você pode montar um altar com uma imagem de uma Deusa, você pode usar pedras, você pode tudo o que a sua intuição pedir e for para o bem.

Para quem usa Vaso Menstrual para armazenar o sangue da Lua Pessoal pode utiliza-lo no lugar da cumbuca ou cálice (desde que seja apenas para você, cada pessoa precisa representar o seu próprio útero no ritual e esta ferramenta é individual), inclusive se fizer o ritual sozinha e estiver na lua (menstruada) pode usar o sangue normalmente, apenas não deve beber a água com o sangue diluído, claro, rs, deve ofertar ao pé de uma grande árvore ao final ou em vasos de plantas.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Caso você tenha dificuldade em montar um ritual ou meditação sozinha, pesquise, peça ajuda para amigas que entendam mais, procure em sites confiáveis de bruxaria, grupos de estudos online, e caso não consiga de jeito nenhum, você pode seguir todo o material do site da Benção do Útero sem precisar se cadastrar no site para a sincronização.

Este material é para você que quer fazer a Benção independente.

Eu particularmente não faço mais a sincronização mundial da Miranda Gray porque considero como um meio de boicote ao comércio espiritual e também como uma forma de afirmar a minha autonomia sobre minha espiritualidade e a resistência diante da banalização do Sagrado.

Os Sabás e Esbás são coisas para serem vividas no dia-a-dia, são realizados os rituais destas passagens da natureza por tradições das mais diversas, eles têm origens, não foram criados para a benção do útero, apenas são utilizados como referências e fonte de Poder para a realização do ritual, mas são coisas que deveriam ser mais respeitadas e vivenciadas o ano todo seguindo o fluxo da natureza, e não banalizadas e lembradas apenas quando alguém faz uma meditação de benção do útero, até porque são práticas milenares e que possuem muito mais atribuições do que apenas abençoar úteros.

Que a Deusa esteja com vocês! _/\_

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Quem é a Deusa?

Ela está em tudo, é Ela quem faz tudo florir e crescer, e também é Ela quem brinca de ceifar tudo quando quer, Ela é o que faz o nosso coração bater e também quem o paralisa, é quem nos dá a vida e nos recebe em seu ventre novamente quando partimos deste mundo.

Imagem: Josephine Wall, "The Three Graces".

Quase todas as atribuições que você aprendeu que eram sobre um deus masculino, na verdade são sobre Ela. A Ela geralmente se atribui mais características terrestres e materiais, e ao deus masculino, mais características sublimes e espirituais, como se a mulher representasse o corpo e o homem o espírito, de alguma forma sempre se fala entre os religiosos e espiritualistas de tradições diversas na transcendência do material, o que novamente coloca o Feminino em segundo plano, como a natureza material a que devemos nos libertar.

Mas o Feminino está além da Mãe Terra, está também na espiral das galáxias, no formato esférico dos planetas, está no vazio onde tudo se cria, no impulso das explosões cósmicas, na Shakti, a potência criativa. Segundo as crenças hindus mais antigas o deus masculino seria a consciência no seu estado de inércia, representado geralmente por Shiva, uma consciência que apenas existe sem interagir com sua criação, como num sonho, a Shakti, o Divino Feminino é a força que realiza, que dá vida e forma às ideias dessa consciência inerte, é Ela a única quem faz Shiva se movimentar, tem um ditado hindu que diz que “Shiva sem Shakti é apenas shava”, shava significa cadáver. A Deusa é a verdadeira doadora e provedora de vida, Ela é a razão da nossa existência, seja ela física, energética, espiritual ou divina.

Meu pranto mais sentido pelos milhares de anos em que estivemos separadas e que eu e tantas mulheres estivemos incompletas sob as sombras de um herói solar, cujo trono é herdado da Mãe, apagando assim o Divino Feminino. O mito da Deusa virginal que dá a luz à uma criança solar que irá governar o mundo se repete em muitas tradições, representando a supressão do Feminino, a substituição da tradição matrifocal e matrilinear por uma sociedade governada por homens.

Esse mito que representa na verdade o movimento da Terra ao redor do Sol e as estações da natureza numa analogia que movimenta forças masculinas e femininas de forma harmoniosa (nascimento, amadurecimento, reprodução e morte), a chamada “Roda do Ano”, foi utilizado para afirmar as divindades masculinas como heróis salvadores da humanidade, como Jesus, Mitra e outros, e as Deusas foram jogadas para as sombras destes heróis como apenas as “mães” mortais, perdendo assim toda a sua infinidade de possibilidades e facetas, e seu Poder, isso quando não apagaram até mesmo as mães...

Foram muitos templos destruídos, imagens quebradas, documentos históricos ocultados e deturpados por motivações políticas de dominação social, curandeiras e mulheres simples do campo jogadas nas fogueiras da inquisição e muito mais. O patriarcado já vinha ocorrendo desde antes de Jesus, mas após ele esse movimento se intensificou e muito com o Cristianismo, que foi propagado aos quatro cantos do mundo, e é motivo de guerra até hoje no Oriente. E foi com essa crença que a grande maioria das mulheres ocidentais como nós fomos criadas, com um deus masculino rígido, um herói masculino filho “único e perfeito” de deus e uma mãe mortal à sua sombra, a Virgem Maria.

No momento de dificuldade soltamos um “ai, meu deus”, ao se despedir de um amigo “fica com deus”, ao agradecer um “deus te abençoe”, ao fazer uma súplica um “pelo amor de deus”, ao se livrar de algum mal um “graças a deus”, e assim nós fomos fixando e programando em nossa psique e no inconsciente coletivo da humanidade que deus é homem, simplesmente a palavra “Deusa” não faz parte do nosso vocabulário, do nosso dia-a-dia, e palavra é Poder, é mantra, é encantamento! Precisamos resgatar a Deusa, precisamos falar e falar dEla centenas de vezes para nossos amigos, familiares, colegas de trabalho, precisamos assumir Ela em nossas vidas e assim recuperarmos nosso próprio Poder que vem dEla.

A Deusa está aí, Ela sempre esteve, Ela está para quem quiser senti-la, Ela está em todos os lugares, em todas as coisas, apenas esperando que você acorde para Ela, que você abra os olhos um dia e se lembre de agradecer a Ela por estar vivo e por todas as dádivas que Ela nos dá.

Que a Deusa abençoe todos nós.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

I. Culto ao Sagrado Feminino: Introdução

Representação da deusa Gaia do panteão grego e de uma deusa Mãe de origem celta em um altar.


Existem diversas formas de culto ao Sagrado Feminino, mas vou explicar do meu próprio ponto de vista, que é Universalista e é como eu o entendo e pratico. Primeiramente devo esclarecer que o culto ao Sagrado Feminino não deve se confundir com a Bruxaria, pois a Bruxaria abrange muito mais práticas e pode ou não ter seu foco para este tipo de culto, embora possa-se dizer que é uma forma de Bruxaria, ela não representa o seu todo e eu o entendo como uma das formas de se praticar o Xamanismo, senão uma das essenciais.


Introdução Histórica

Da minha interpretação e estudos eu compreendo o Sagrado Feminino como um culto que surge na atualidade para um resgate, ou um acerto Kármico no Planeta Terra. No passado sabemos que houveram sociedades Matrifocais, Matriarcais, diversas formas de culto à Deusa, no entanto, como sempre digo, o caminho é rumo à evolução, então não basta nós simplesmente tornarmos ao passado, senão ignoraremos muito do que adquirimos em consciência nos últimos milênios. Mesmo nas sociedades que cultuavam as deusas ainda haviam guerras, ainda haviam distorções de um ser humano que iniciou sua jornada neste planeta quase totalmente instintivo, como um animal, este lado animal do ser humano é sagrado, faz parte da sua humanidade, de sua integralidade e deve ser aceito também, mas ao longo de nossa existência desenvolvemos uma consciência para além do instinto, isto cientificamente falando, não é especulação!

Como seres totalmente instintivos, por questão de sobrevivência havia harmonia com a natureza e, por conseguinte, reverência. Quando o ser passa a desenvolver maior consciência de si e racionalizar ele passa a se acreditar superior à natureza, que antes era aquela Mãe que o sustentava, o nutria, o abrigava e provia a todas as suas necessidades, era a grande razão de sua ínfima existência. Sendo o racional entendido como o Princípio Masculino e o instintivo-emocional como Princípio Feminino, começa aí a história da nossa “dívida”, na verdade o racional era algo necessário para o nosso desenvolvimento consciente de si e posteriormente de Deus (ou suas divindades), mas fomos de um extremo a outro subjugando, a princípio, a natureza e em seguida, as mulheres, os seres humanos de gênero ou biologia feminina.


Introdução à Prática Atual

Feita esta introdução histórica, vamos à prática atual... Hoje o culto ao Sagrado Feminino visa primeiramente trazer cura emocional e física a muitas mulheres que sofrem com o patriarcado e a supressão do feminino, por isto muito se confunde o mesmo com Terapia Holística, já que é primeiramente uma prática terapêutica. Também é voltado a uma maior consciência ecológica para curar a supressão da Natureza, que seria o Princípio Feminino natural, o macrocosmo que reflete no microcosmo. Curando as mulheres curaremos a natureza e curando a natureza curaremos as mulheres, e até mesmo a humanidade, já que princípios Feminino e Masculino estão em todos os seres, mas na maioria deles o suprimido é o Feminino, enquanto que o Masculino está exacerbado, ultrapassando os limites do equilíbrio do ser.


Todo o Poder está dentro de nós... Os Arquétipos

Dentro destas práticas estão o culto e a prática de magia com deusas arquetípicas de tradições diversas, muitas com aspectos humanizados. Nós, os seres humanos somos os descendentes dos deuses, vejam que diversas tradições nos trazem a informação de que seus deuses habitaram a Terra, o que evidencia isto como uma possível verdade, se você tiver isto como verdade entenderá que muitas das deusas de tradições diversas podem estar geneticamente ligadas a você pelas suas vidas passadas, as deusas são a nossa ancestralidade (assim como os deuses), e numa reflexão mais profunda aonde acredita-se que somos todos poeiras de estrelas que evoluíram desde a explosão da Criação (o tal Big-Bang), TODOS estamos conectados geneticamente, e provavelmente trazemos em nossos genes toda a história da humanidade... Muita informação, né?

Simplificando, estamos todos conectados por memórias ancestrais (algumas tradições chamam de Akasha) e somos todos descendentes dos deuses e deusas, de TODOS eles, muito embora um ou outro se sobressaia, mas ainda não quero aprofundar nesta parte. Seguindo... Com a supressão da natureza e do Princípio Feminino as mulheres, principalmente, ficaram assim “incompletas”, com diversos desequilíbrios, traumas e bloqueios devido à supressão de diversos aspectos de si mesmas (ou das deusas), estes aspectos são o que a Psicologia Junguiana trata por Arquétipos (não que isto seja propriedade de Jung, mas utiliza-se amplamente esta nomenclatura). Quase todas as religiões que cultuam deuses (Politeístas, Mono-panteístas, Panteístas...) trazem neles alguns Arquétipos, o exemplo mais comum é o tríplice (Jovem, Mãe/Pai, Anciões), mas existem muitos mais, assim como a nossa vida também não se limita a apenas sermos jovens, mães e pais, ou velhos, existem nuances em torno disto como o arquétipo Guerreiro, Amante, e até mesmo o da Sombra, então daí já entende-se que não acreditamos no conceito de “pecado” cristão, ou na ideia cristã de “inferno” e nem em um ser supremo oposto ao bem, o tal “diabo”, pois acreditamos na integralidade do ser na sua humanidade, e na sua dualidade que é luz, mas também é sombra, e isto não nos torna ruins, na verdade nos dá a liberdade de sermos conforme somos e sentimos, e também a responsabilidade sobre as consequências de nossos atos negativos, sem que estes sejam atribuídos a uma entidade do mal, daí a importância do equilíbrio de todas estas faces, pois uma pessoa não poderia se defender do mal do mundo sendo apenas “bonzinho” o tempo todo, por exemplo.


Objetivos da Prática Contemporânea

O culto ao Sagrado Feminino contemporâneo então, numa reflexão mais profunda, tem por objetivo, integrar, por meio de rituais, na psique e na alma feminina (ou masculina também) de volta a totalidade de seu Poder, é isto a que muito se chama de “Empoderamento” um conceito do Feminismo que foi de certa forma apropriado por praticantes do culto ao Sagrado Feminino. Sendo assim, a prática frequente dos rituais traz o reequilíbrio da mulher na sua integralidade, trazendo para dentro de si mesma as deusas suprimidas do passado (que são ao mesmo tempo todo o emocional-intuitivo do ser humano suprimido pela racionalização exagerada da atualidade), a Jovem que nos ensina a termos pureza e espontaneidade, a Amante que nos ensina a lidar com nossa sexualidade e sensualidade, a Mãe que nos ensina a acolher e cuidar, a Guerreira que nos ensina a nos defender e lutar por nossos objetivos, a Velha que nos ensina a sabedoria do tempo, a Sombra que nos ensina a trazer luz para a nossa escuridão interior e aceitar nosso lado mais oculto, e assim por diante...

E no momento em que as mulheres começam a acolher estas deusas dentro de si, elas se voltam à natureza mais instintiva do ser humano, aquela mesma do início do texto, no início da história aonde o ser vivia em harmonia com o planeta Terra, sua fauna, flora, e seus ciclos, por sobrevivência, e agora que adquire consciência e equilíbrio, com reverência consciente, pois agora é consciente dos deuses tanto dentro como fora de si.


Semelhanças e Diferenças Rituais e Religiosas

Vejam que os rituais do Sagrado Feminino servem para curar, equilibrar e reintegrar algo que já nos pertence, diferente de práticas de Bruxaria que visam fins dos mais diversos, tanto para o bem, como para o mal, a depender do caráter daquele que a pratica, muitas vezes são para para obter vantagens e bens materiais, mas a pessoa que pratica o culto ao Sagrado Feminino não precisa se preocupar com isto, pois quando estiver íntegra e em harmonia tudo o que lhe pertence chegará até você. Se a pessoa estiver sofrendo por amor, esta deve se integrar e se conectar ao arquétipo Amante em vez de fazer um ritual no intuito de “amarrar” alguém, ou até mesmo de encontrar um novo amor (que pode ser um ritual inofensivo), mas mais vale você SER a expressão do amor, que a própria expansão de sua energia atrairá pessoas de vibrações afins que também estão expressando o verdadeiro amor.

Ainda podemos perceber uma afinidade sutil com a religião de Umbanda no sentido de que alguns dos Arquétipos podem ser semelhantes e possuem algo a nos ensinar, mas temos que a missão da Umbanda nesse sentido é integrar o ser em sua totalidade, e já a do culto ao Sagrado Feminino é a de reequilibrar os pólos Feminino e Masculino do Planeta Terra por meio da cura do Princípio Feminino suprimido, nas mulheres, na humanidade e na natureza, assim fazendo também um resgate kármico da humanidade pelo patriarcado.


Leia mais sobre o Sagrado Feminino:

Sagrado Feminino: O Chamado da Deusa


Teve alguma dúvida? Em breve haverão mais textos explicando mais profundamente muitos dos conceitos aqui expressados, aguarde, comente sua dúvida (pois pode ser a de outros leitores), ou me envie um e-mail: vandanashakti@hotmail.com.