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terça-feira, 3 de julho de 2018

Espiritualidade Estereotipada e Doutrinatória: Liberte-se!


Por muito tempo acreditei que o propósito da vida era se libertar de tudo isso, por muito tempo acreditei que eu era alguém importante, especial e que eu precisava "salvar o mundo", por quê não eu? Me inspirei em mestres e dediquei anos a aprender sobre espiritualidade, viver espiritualidade, abandonar hábitos e coisas consideradas "mundanas" e assim fui entrando em uma "caixa" onde ficavam os estereótipos sobre espiritualidade, sem perceber que aquilo TAMBÉM era uma caixa e que aquilo TAMBÉM me limitava.

Cultivei o sonho de abrir um centro espiritual e muitas vezes cheguei perto, mas nunca concluí a "missão", nesse meio tempo eu tive problemas financeiros, problemas familiares, poucos amigos e também depressão, ansiedade e até pânico. Por que será que aconteceu isso comigo? Logo eu, tão "espiritualizada"? Porque quanto mais eu me aproximava desse conceito social do que é ser uma pessoa espiritualizada, mais de mim eu me distanciava, daquela coisa que nos torna especiais que é a originalidade, o que temos de único, nossa "digital", aquele algo que te torna indivíduo.

Deixei de ouvir as músicas que eu gostava, de ir em lugares que eu gostava, de usar as roupas que eu gostava, deixei toda a cultura que eu possuía se reduzir a uma "cultura espiritualizada".

Me fragmentei.

Eu não sei ao certo quando foi que eu acordei, mas agora eu consigo ver com clareza, a minha primeira missão é comigo, é algo como relembrar da infância, antes dos filtros sociais serem "introjetados" em nossas mentes, se há algo a se libertar é dessa ditadura que te diz como você deve ser, não importa de onde ela venha ou o quão boa ela pareça, toda doutrinação te retalha em pedaços, mas a gente não vê...

Ayahuasca deveria ser algo para nos libertar, assim como outras Plantas de Poder, mas colocamos nela nossas músicas que dizem o que fazer e como devemos ser, colocamos nela rituais rígidos que limitam a sua atuação, e pior, a utilizamos como meio de introjetar mais fundo no seu inconsciente o que nós humanos acreditamos ser o melhor para você, ignorando toda a sua individualidade. É claro que de alguma forma isto salvou algumas pessoas de alguma desgraça maior como quando sedamos alguém em estado de loucura para que ela não se machuque, aí a tratamos como criança, mas uma hora ela precisa acordar, lidar com suas próprias sombras, uma horas a criança precisa crescer, tomar as rédeas da própria vida...

Eu sigo fazendo um caminho de volta, de retorno a mim mesma, mais do que espiritual, um caminho de autoconhecimento. Não pense que estará se conhecendo enquanto ouve como você deve ser e tenta se enquadrar naquilo. Aquilo que "devemos" ser, que é quem somos, em essência, não precisa de  esforço, é só ser.

Não existe cura sem liberdade.

Nasci na Terra, com todas as suas belezas, nasci humana com minhas potencialidades e talentos, isso é temporário, então em vez de tentar sair daqui não seria mais sábio aproveitar até o último minuto?

A Terra não é uma prisão, a única prisão que existe é mental, tudo é Sagrado, tudo é Divino. Você não precisa sair de onde está para se tornar espiritualizado, você só precisa espiritualizar tudo o que você já é, perceber a beleza do seu corpo, da sua natureza, dos seus talentos, da sua voz e de tudo o que você cria, de tudo o que faz.

Estar presente, conectado, inteiro e feliz, isso é espiritualidade, todo o restante é dispensável.

Seja você mesmo, é isso o que mais importa, é só isso o que a Deusa (ou Deus, ou Universo, ou como queira chamar) quer de nós.

A natureza selvagem só é perfeita porque ela não se pergunta o que deve fazer, ela apenas vive.

Apenas viva.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Vídeo: Previsão Lunar / Previsão Mensal com o Oráculo da Deusa

Veja no vídeo a previsão lunar para esta lunação que começou neste mês de fevereiro de 2018 no dia 15, e saiba mais sobre como utilizar os poderes e mistérios da Lua em seu favor.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Por que o Sagrado Feminino PRECISA do Feminismo?

Imagem: A pintura de fundo é de autoria de Corina.
A imagem sobreposta com a frase é do 'blogueirasfeministas.org'.


Um pouco da minha missão e história de vida se confundem com este texto...

Primeiramente eu gostaria de dizer que eu não sou nenhuma entendida sobre a parte teórico-filosófica do Feminismo, não li as principais autoras, não pesquisei muito, mas consigo compreender como mulher o quanto esta luta nos importa.

Inicialmente eu tive muita resistência em compreender o Feminismo e em entender porque ele era necessário, pois sempre acabava me deparando com pessoas extremistas e isso me deixava frustrada, por ver o tom de violência que permeava seus discursos frequentemente. Imagine uma pessoa recém-descoberta no mundo utópico do Sagrado Feminino para a classe média que podia pagar na época, sentindo coisas profundas acontecendo dentro de mim, sentindo amor entre mulheres, amor pela natureza,  amor, amor... e no meio de tanto amor eu me perdi e não vi mais aquelas mulheres em situação de rua, em situação de prostituição, em situação de violência, vivendo nas favelas, etc.

Eu precisava me curar para aprender a olhar para o outro também...

Eu que sempre fui revolucionária, que chorava pela desgraça alheia desde criança, de repente estava alienada achando que tudo era só paz e amor e que assim tudo se resolveria.

Até que eu saí da casa dos meus pais e meus principais confortos capitalistas ficaram ali para sempre, junto com aquela consciência limitada de quem quase sempre tem o que quer. Vivi de forma bem simples desde então, me libertando cada vez mais, ainda estou me libertando, aliás.

Tendo a minha própria família e vivendo de forma simples passei a compreender o valor que tinham as coisas (ou o valor que o sistema atribui as coisas), passei a entender que nem todos tinham dinheiro para pagar rituais, cerimônias, cursos... Porque de repente era eu quem não tinha mais, mesmo tendo deixado de comprar roupas e outros pequenos luxos, mesmo tendo deixado de ir à festas, de fazer passeios, de comer fora e comprar petiscos.

Ué, se eu não precisava mais gastar 40 a 60 reais com essas coisas, por que eu iria pagar esse valor em um ritual religioso-espiritual, em uma coisa imaterial, não-intelectual e não-material, mas natural, essencial, se com esse dinheiro eu poderia fazer uma boa compra de alimentos, por exemplo? E fui além, pensei nas pessoas que nem tem para o alimento. E naquelas que mal tem como existir e nem sabem direito que estão vivas...

Era claro para mim pela primeira vez, espiritualidade não pode ser comercializada, o Sagrado pertence a todos, não podemos vender Deus! (ou a Deusa!)

Começou assim, então eu não iria mais nessas cerimônias pagas, e como eu já tinha inclinação ao Sacerdócio, oferecer espiritualidade livre, gratuita, SAGRADA, ESPIRITUALIDADE DE VERDADE passou a ser também a minha missão, minha e do meu companheiro, que acompanhava meu despertar e ao mesmo tempo despertava comigo.

E de repente eu passei a entender a importância das lutas sociais, se até Deus estava sendo vendido, quem poderia proteger e acolher as pessoas mais necessitadas? Quem?...

Eu não tenho tanta inclinação política, confesso, mas sei que há pessoas que naturalmente têm, elas têm essa missão, estão aqui para isso e têm paixão e vontade para realizar certas tarefas, é o Dharma delas.

Entendi que eu sou Feminista, porque eu preciso dessa luta também, não apenas por mim, mas principalmente por todas as mulheres que eu chamo de irmãs, ao pensar o Sagrado Feminino de forma Universal.

Que despertar mais egoísta seria este onde apenas as mulheres que têm dinheiro importam?

É claro que as mulheres periféricas precisam muito mais do que nós do Sagrado Feminino, elas são as principais oprimidas, pelos homens, pela indústria e até pela medicina, precisamos chegar até elas, claro que precisamos.

Então imagine que eu chego hoje numa mulher em situação de rua e digo que ela precisa honrar suas ancestrais (que podem ter sido as primeiras abusadoras, as que a abandonaram e a diminuíram), que ela precisa amar o seu sangue (que ela odeia por não ter nem um banheiro para suas necessidades mais básicas, porque a faz sentir dor e vergonha por mal ter uma roupa), que ela precisa ser irmã das outras mulheres (sendo que a maioria das pessoas não quer nem mesmo olhar para ela)... Acham que assim podemos ajudar esta mulher? Claro que não.

Estas mulheres antes precisam entender que elas são PESSOAS, que elas possuem DIREITOS e que elas são DONAS DE SEUS CORPOS, esse é o papel do Feminismo.

MAS saibam que não são apenas as mulheres de classe baixa que não sabem que são pessoas, que possuem direitos e que são donas de seus corpos. Existem mulheres de todas as classes neste exato momento trancafiadas em casa porque o marido não as deixam sair, porque são violentadas e ameaçadas, muitas delas precisam antes entenderem que são pessoas para poderem ter acesso a qualquer coisa que possa ajudá-las a ascenderem espiritualmente.

Nós temos um corpo, este corpo é o nosso templo, é Sagrado, é onde nossa alma habita, é dentro dele que ocorre toda a magia do Sagrado Feminino, nosso templo precisa ser restaurado, amado, alimentado, respeitado, dignificado!

Precisamos obter a autonomia sobre ele, a gente pensa com esse corpo, a gente sente com esse corpo. Precisamos dar a ele a consciência de que somos nós as donas do corpo e de que nós podemos existir com dignidade, somente com mentes e corpos libertos poderemos acessar a Alma, o Divino que nos habita.

Eu reverencio as minhas irmãs que lutam pelo Feminismo, pois elas lutam por todas nós!

Gratidão às mulheres militantes!

Porque não vai ter círculo de mulheres livres e pensadoras realizando rituais de magia abertamente se não tiver alguém lutando para que essas mesmas mulheres saibam que elas são livres para poderem viver sua espiritualidade como bem entenderem.

sábado, 29 de abril de 2017

Análise Vibracional Xamânica (ou “Mapa” Xamânico)

O Trabalho de Análise Vibracional Xamânica é um apanhado de Terapias que se interconectam formando um "Mapa" que indica o caminho a seguir.

Muitas pessoas me perguntam diariamente sobre o que é este trabalho e como ele funciona, por isto resolvi colocar aqui bem explicadinho para quem tem interesse em aprofundar nesse conhecimento!

Primeiramente devo esclarecer que existem outros tipos de Mapas Xamânicos, pelo menos um outro tipo (que eu saiba) que trata da tradição Maia, se não me engano, de fato devo dizer que não conheço esse trabalho e nem sei como ele funciona, o trabalho que quero tratar aqui é o que é desenvolvido por mim profissionalmente como Terapeuta há cerca de 2 anos.

Este trabalho que realizo é na verdade um trabalho de Análise Vibracional que me foi transmitido durante a minha formação como Terapeuta Xamânica em meados de 2014, portanto há, com certeza, outros profissionais que realizam esta mesma análise por outros “métodos”. No entanto, eu percebi a importância que haveria para as pessoas de possuir um material-referência que “codificasse” ou “classificasse” a sua análise de forma organizada e didática, como um “Mapa” que mostrasse o caminho a seguir.


Sobre a Análise:


A Análise é baseada numa espécie de astrologia rudimentar de um povo nativo ancestral aos Tupis que foi chamado de Tubakwaassu, e então esses dados foram codificados e classificados numa tabela que permite através dos dados de nascimento da pessoa levantar os três principais elementos, na tradição chamados de Aratzyl, ou “frequências divinas”, que regem a personalidade, a vida e o destino da pessoa.

Num comparativo com a Astrologia podemos dizer de forma geral que um trata das influências planetárias do nosso sistema solar, a Astrologia, no caso, e a outra tradição de que estamos falando trata das influências dos elementos que compõe a natureza terrestre. Há características comuns e há características que divergem, por exemplo, na tradição Tubakwaassu trabalha-se com o conceito de 7 elementos e não 4, como costuma-se trabalhar em outras tradições, sendo os principais (Ar, Água, Terra e Fogo) e os três chamados Éteres (Luminoso, Refletor e Refletido). Por este motivo podemos dizer que esta análise às vezes acaba, apesar de mais simples, chegando no mais profundo do ser, então acontece da pessoa ser num Mapa Astrológico de maioria um elemento específico, e no Mapa Xamânico em questão ser de maioria um outro elemento totalmente diferente, e até hoje todas as análises que fiz sempre tocaram as pessoas e sempre encontramos sentido para estas diferenças.

O principal motivo que explica as diferenças de elementos que podem ocorrer entre uma tradição e outra é que nesta tradição acredita-se que os seus elementos tanto podem ser aquilo que mais existe atualmente em você, como pode ser o que mais está em falta, porque a crença fundamental é de que a nossa natureza é única e neutra, e o seu desequilíbrio se encontra justamente no excesso, mas também na falta de determinados elementos que nos são naturais. Então, por exemplo, uma pessoa muito “fria” pode ser da Água (que é relativo às emoções) se esta estiver vivendo o desequilíbrio “para menos” de sua própria natureza emocional.

De forma geral, a análise trará também características de personalidade que são mais evidentes, as suas principais dificuldades comportamentais, os seus talentos, orientação profissional, missão de vida, etc. E algumas correspondências de cores, pedras, chakras (aqui chamados de Yerês) e também de animais totens relacionados aos elementos e como atuam em nossa vida.


Diferenciais do trabalho:


ARTETERAPIA

As mandalas de forma geral são interpretadas como o caminho para o interior, o centro do Ser, a Unidade, a Integração com o Todo o qual fazemos parte, entrando assim em estado de harmonia. Tanto sua contemplação como a sua confecção podem ser altamente terapêuticos!

A Mandala Yuntará - O trabalho é acompanhado de um desenho de uma mandala simples composta pelos símbolos dos principais elementos da pessoa nos grafismos da tradição Tubakwaassu, esta mandala é apenas um referencial para que a própria pessoa desenvolva sua auto cura pelo método da Arteterapia, pois os símbolos podem ser usados para compor outros desenhos e mandalas maiores a fim de produzir uma espécie de “antena” energética para atrair os elementos naturais do paciente.

*Eu também produzo as mandalas em artes maiores sob encomenda.



PSICANÁLISE





A conclusão do trabalho se dá a partir de um breve relato sobre as principais dificuldades atuais que peço ao paciente no ato da encomenda do seu trabalho de Mapa Xamânico, e com base na minha formação em Psicanálise Terapêutica também confronto as características trazidas pelos elementos da pessoa com as queixas atuais fazendo a análise principalmente dos símbolos e como estes atuam através dos elementos na vida da pessoa, trazendo muitas vezes orientações para o dia-a-dia e sugestões para meditação, chegando assim na resposta final sobre quais elementos estão precisando ser trabalhados no momento para que a pessoa atinja o equilíbrio necessário.


FITOTERAPIA


Os banhos de ervas  são a principal, mas não a única forma de Fitoterapia, podendo ser utilizada também pelo paciente a Aromaterapia, dentre outros.

Por fim, o trabalho traz uma relação de ervas correspondentes aos principais elementos naturais do paciente e uma sugestão de tratamento de Fitoterapia da tradição a partir de banhos de ervas pessoais e individuais, a fim de equilibrar os campos energéticos.


O trabalho de Análise Vibracional da tradição Tubakwaassu é então, como podem perceber, um apanhado de Terapias Integrativas e Holísticas que se interconectam a fim de tornar-se mesmo um “Mapa” que aponta diversos caminhos para a cura do ser.


"Gostei e quero encomendar o meu Mapa, como faço?"

O trabalho é feito até esse momento exclusivamente à distância, ele é entregue em um arquivo formato “PDF” via e-mail, o material é composto por 6-9 páginas, aproximadamente.

Para fazer a sua encomenda basta entrar em contato comigo no Facebook, no e-mail vandanashakti@hotmail.com ou no Whats App: 11.95491-0642 e solicitar os dados para pagamento e relação de dados necessários para a confecção do Mapa.

sábado, 19 de novembro de 2016

Esbás e sua importância no Xamanismo










O que são Esbás?

Esbás (Esbats ou Esbbaths) são as celebrações das passagens da Lua, assim como há os Sabás (Sabats ou Sabbaths) que são as celebrações do Sol, respectivamente, Feminino e Masculino, a grafia é de origem céltica, porém as passagens são ritualizadas por nativos do mundo inteiro.


Porque celebrar Esbás?

Assim como nós, tudo na natureza é cíclico, e podemos aprender muito com Ela a partir de sua observação, tudo o que nos faça olhar para dentro de nós mesmos e nos alinhar com os ciclos naturais internos e externos pode ser considerado Xamânico, então o Esbá é uma prática Xamânica, especialmente porque a Lua também é essencial para a prática de agricultura, como foi explicado no texto sobre a Avó Lua. Mais do que isto, a Lua nos ajuda a compreendermos melhor nossas emoções e ciclos internos.


Como celebrar Esbás?

Primeiramente é preciso entender que a celebração não é exatamente uma celebração do ponto de vista de “festividade”, mas de ritualização da passagem e de conexão com sua natureza cíclica.
Geralmente celebra-se as 4 principais passagens: Nova, Crescente, Cheia e Minguante. Alguns celebram também a Lua Balsâmica, ou Lua Negra (três últimos dias da minguante, ou o último), e há ainda outras subdivisões das fases da Lua como já mencionei antes aqui em outros textos, que a dividem em 8 fases. Cada momento pode ser associado a um momento de nossa vida, como nascimento, desenvolvimento, fertilidade, maternidade, rompimentos, morte, e assim por diante... Assim como toda a natureza acompanha esse ciclo na vegetação e na fauna, nós também vivemos (a maioria inconscientemente) os mesmos ciclos a cada 28 dias aproximadamente, o que corresponde a uma lunação completa, especialmente as mulheres que têm seus ciclos reprodutivos ao longo de 28 dias também, assim como a Lua, mas sobre os ciclos femininos falarei com mais profundidade mais adiante em um artigo específico.

Já perceberam que há fases onde nos sentimos mais introspectivos, sem vontade de sair, ou de agir? Ou fases onde nos sentimos com todo o potencial de realização? Ou quando nos sentimos sociais? Tudo isto segue o mesmo ciclo da Lua, conhecendo e nos alinhando a estes ciclos podemos aproveitar melhor o nosso próprio Poder e também as influências cósmicas, por exemplo, quando a lua termina de minguar (Lua Negra), tudo na Terra, energeticamente dá uma pausa, e assim nós precisamos também desta pausa para reflexão, para olhar para nós mesmos, nossa vida, então não adianta muito lutar contra a natureza e tentar realizar coisas nesta fase. O que mais vemos hoje em dia são pessoas que se queixam de que tudo dá errado, passeios que são cancelados, projetos que não vingam, relacionamentos problemáticos, claro que não podemos culpar a Senhora Lua de tudo que nos acontece de ruim, mas muitos problemas seriam sanados se simplesmente aprendêssemos como fluir com a Natureza, assim como os animais e vegetais.

Então o objetivo de ritualizar esta passagem é justamente tentar aprender sobre ela olhando para a Natureza e olhando para si mesmo, nem sempre é preciso fazer efetivamente um ritual (embora este nos ajude muito, especialmente no início do caminho), podemos apenas tentar meditar na entrada de cada fase sobre o que ela representa, e o que ela tem para nos ensinar, isto é abrir uma porta e dar espaço para que Ela venha nos ensinar, e assim, vamos seguindo, tentando alinhar a nossa vida aos ciclos, dando a cada fase seu devido momento, iniciando coisas ou renovando na Lua Nova, trabalhando e desenvolvendo na Lua Crescente, namorando na Lua Cheia, limpando e banindo na Lua Minguante, e nos resguardando, fazendo nosso “balanço” interior na Lua Negra. Tudo isto pode ser ritualizado com velas, ervas correspondentes, incensos, Divindades Arquetípicas (para quem cultua), meditações, afirmações, danças e muito mais.


Arquétipos Xamânicos para as Fases da Lua

De forma simplificada existem Arquétipos de Divindades da Natureza que podem ser invocadas para cada fase da Lua, segue abaixo uma referência bem básica sob um ponto de vista de 3 fases (tríplice):

Lua Nova: Mãe Aranha, a Tecelã, aquela que tece nossos destinos;
Lua Cheia: Mães das Águas, o útero primordial;
Lua Minguante: A Avó (Abuela), ou A Anciã.

Para quem está começando agora os estudos esta é uma boa referência para iniciar de forma simples e ir aumentando sua complexidade conforme o seu sentir e desenvolver.


Porque é tão importante o Esbá para o Xamanismo?

Primeiramente, porque o Xamanismo nos convida a sair do modo de vida robótico e olhar para si mesmo, para suas necessidades, para as necessidades da Natureza que nos entorna, e a prática de observar as fases da Lua é um bom início para após algum tempo partir-se para observações maiores, como as estações do ano, os solstícios e equinócios. O que a Lua faz em 28 dias é uma forma menor do que ocorre em grande escala ao longo de um ano na natureza.


Seguem sugestões de ritos simples Xamânicos para as 3 principais fases da Lua:

Lua Nova - Tecer ou criar algo manualmente, mentalizando sobre seus projetos e desejos que serão manifestados;

Lua Cheia - Meditar e “sonhar”, comunhão com Plantas de Poder para obter-se revelações, fase psíquica;

Lua Minguante - Acender a chanupa (Cachimbo Sagrado), fazer limpezas e reverenciar os ancestrais e guias espirituais.


Há ainda certa influência tanto no feitio de Plantas de Poder, como na comunhão com as mesmas, sendo a Lua Negra ideal para autoconhecimento e cura (muita limpeza), Lua Nova para transformações e novos aprendizados, Lua Crescente para sabedoria e ensinamentos, Lua Cheia para poder psíquico e revelações (muita miração), e por fim Lua Minguante para banimentos e limpezas energéticas (muita limpeza).

Claro que isto não é determinante já que existem outras influências além da Lua, como os planetas que estão transitando no dia, os planetas que regem os dias da semana, e até mesmo a estação do ano, as datas celebrativas, as intenções dos dirigentes espirituais, as egrégoras chamadas e a necessidade de cada indivíduo, entretanto este pode ser um bom guia para alinhar-se e utilizar-se da conexão com a Lua para favorecer as intenções.


Teve alguma dúvida? Em breve haverão mais textos explicando mais profundamente muitos dos conceitos aqui expressados, aguarde, comente sua dúvida (pois pode ser a de outros leitores), ou me envie um e-mail: vandanashakti@hotmail.com.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Dicas de Livros: O Oráculo da Deusa

Este livro também chegou às minhas mãos na pré-adolescência, de maneira inusitada, desta vez, uma tia minha muito curiosa que estava sempre buscando conhecer religiões e cultos diferentes, e sempre "com um pezinho" no misticismo sabia que eu gostava da coisa e me ofereceu o livro por um valor bem acessível à época, ela havia comprado de alguma amiga e não tinha se afinizado, pelo jeito, isto deve fazer mais de 10 anos com certeza.

Foto: Acervo pessoal. Tentei tirar uma foto que mostrasse tanto a capa do livro como a arte das lâminas na frente e também atrás.

Autora: Amy Sophia Marashinsky
Editora: Pensamento
Ano: 1997
Nº de Páginas: 195

*Incluso deck de 52 cartas.

Sinopse: "Este livro ímpar celebra as muitas faces com as quais a Deusa foi adorada em culturas de todo o mundo desde o início dos tempos.
Por meio de uma combinação dinâmica de poesia, mitologia e ritual, o oráculo não só responde à suas perguntas; ele também oferece conhecimentos intuitivos e orientação para você lidar com os desafios da vida, além de técnicas para atingir a totalidade em todos os aspectos do seu dia-a- dia."

Li esse livro inteiro na época e quase não entendi nada, na verdade acho que o momento não me proporcionou o sentir adequado para sua recepção em minha alma, mas anos depois o re-li, entretanto não utilizava o oráculo ainda.

Passei a utilizar o deck que acompanha o livro quando comecei a ler outros tipos de cartas mais tradicionais, em especial o Baralho Cigano (conhecido como Lenormand), mas meu contato se intensificou com ele apenas quando comecei a celebrar os Esbás (ou Esbbaths), que são as celebrações da Lua, é difícil falar do livro sem falar do oráculo já que o livro se chama Oráculo... rs.

Bem, sobre o conteúdo do livro, ele é bom em generalidade, em quantidade, mas médio-regular em aprofundamento dos conteúdos, traz uma boa quantidade de Deusas de panteões dos mais diversos, inclusive uns bem pouco abordados ou populares, porém o espaço para a mitologia é bem curto, inclusive para o estudo dos arquétipos também, o que não permite uma compreensão da totalidade dos atributos da maioria das Deusas. Todas estão relacionadas a uma palavra “qualitativa” no deck, por exemplo: Shakti - Poder, Sedna - Vítima, etc. É importante saber que as Deusas não se limitam somente a estes atributos, muitas vezes acontece de ser um atributo até pequeno dentro do arquétipo de determinada Deusa o que é utilizado como referência na lâmina, acredito que a autora o fez assim porque era uma maneira de sistematizar, não sei se seria possível fazê-lo de outra forma, mas se fosse provavelmente o livro ficaria complexo demais para iniciantes, por exemplo.

As sugestões de rituais são simples e boas, para pessoas que já cultuam determinadas divindades é possível utilizá-los de base para ritos mais complexos. Por outro lado o livro serve muito bem como ferramenta terapêutica no campo da Psicologia, especialmente no que concerne a abordagem arquetípica para mulheres.

As lâminas do deck são verdadeiras obras de arte assinadas por Hrana Janto, e nos ajudam a compreender melhor as divindades tendo acesso às suas imagens e aos elementos destas, embora eu sinceramente não tenha gostado de algumas que achei que poderiam ter representações um pouco mais profundas e elaboradas, o que às vezes desanima o contato com determinada divindade (a escassez de conteúdo da mitologia acaba fazendo o mesmo), mas por isso temos a “Santa Internet”, então não desanime, rs.

Ainda conta com uma poesia por Deusa em cada capítulo, o que de alguma maneira pode servir tanto como uma oferta, um agrado àquela divindade, como também como forma de aprender sobre seu aspecto através do emocional, do sentimento que a poesia geralmente nos desperta.

Para as pessoas que realmente querem estudar as divindades mais a fundo, ou se enredarem pelos caminhos da Deusa e do Sagrado Feminino eu recomendo este livro apenas como literatura-base para ir conhecendo as divindades, pouco a pouco. Uma prática legal que sugiro é a de tirar uma carta por fase da Lua nas celebrações de Esbás, ou numa meditação simples em conexão com a energia lunar caso não pratique nenhum tipo de ritual, e depois usar a semana para estudar e meditar sobre a Deusa que saiu na carta. Indo além, podemos analisá-las também relacionando as fases da lua e os arquétipos das Deusas que saem com o nosso ciclo menstrual (lua pessoal), existem muitas formas de se trabalhar este oráculo magicamente, simples e complexas, cabe a cada pessoa encontrar o que mais faz sentido para si, e sempre ir anotando as experiências para melhor entendimento.

Enquanto simples ferramenta oracular é mais indicado para consultas terapêuticas e de autoconhecimento, nas quais existem poucas ou nenhuma pergunta do consulente, geralmente apenas uma conversa geral sobre alguma situação em que se precise de orientação.


Quer fazer uma consulta com o Oráculo da Deusa? Entre em contato comigo. :)


Teve alguma dúvida? Em breve haverão mais textos explicando mais profundamente muitos dos conceitos aqui expressados, aguarde, comente sua dúvida (pois pode ser a de outros leitores), ou me envie um e-mail: vandanashakti@hotmail.com.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Nome Espiritual e Nome Mágico

Quem realmente somos?

Quase toda a humanidade vive um conflito interno comum já há um longo tempo, que se resume em "Quem realmente somos?", "Quem queremos ser?" e ainda o "Quem deveríamos ser?".

O nome é uma chave importante para um buscador em seu processo de autoconhecimento. No ocidente as pessoas têm o hábito de escolher nomes "a toa", é comum quando se pergunta aos pais porque nos deram determinado nome que estes respondam "porque eu achei bonito", ou pior "porque era o nome da fulaninha da novela", rs... Tudo bem, tudo têm uma razão de ser, até isto, senão não teríamos nascido no ocidente e nem com estes pais.

No oriente os nomes já têm um significado mais profundo, geralmente o primeiro nome (quando a criança nasce) é dado pelos pais ou pelo Guru da família, mas mesmo dado pelos pais, sempre é um nome com um significado auspicioso para trazer boa sorte, prosperidade, etc. Assim que as crianças nascem é de praxe levá-las até gurus e sábios para fazer consultas, mapas astrológicos e especular sobre qual será o futuro daquela criança, quando chegam na idade do rito de passagem entre criança e adulto (não se dá muita atenção para o intermediário "adolescente" como no ocidente), geralmente recebem um nome novo, um segundo nome que geralmente é dado pelo Guru escolhido pela própria pessoa como seu Mestre Espiritual, este nome chamamos de Nome Espiritual.

Os indígenas também possuem a tradição de nomes espirituais, geralmente seu nome diz sobre o que você faz, mas nas tradições indígenas o que nós fazemos não é uma ocupação formal, social para ganhar dinheiro como é em nossa sociedade urbana, o que cada um faz é muito importante e essencial para manter a "teia" da tribo, cada um cumprindo seu papel, que quase sempre está ligado aos verdadeiros dons de cada um. Uma curiosidade é que na tradição Guarani brasileira (ao menos a que eu conheço) os bebês não recebem nome quando nascem, são chamados de algo equivalente a "neném" até que completem um ano, quando se dá o seu batismo pelo Pajé (também chamado de Padrinho) da tribo. Eles têm muitos nomes iguais, segundo eles o seu nome representa de onde o seu espírito veio (esta é uma pergunta que o Pajé faz cantando e recebe do Grande Espírito a resposta, o nome), e qual a sua missão de vida. Eu tive a honra de passar por um batismo Guarani na Aldeia Tekoa Pyau (São Paulo, SP) há uns anos atrás, e recebi a benção do nome Kerexu Mirim (Pequena Matriarca), os índios disseram que eu seria uma mulher que teria muitos filhos ou que seria uma pessoa que acolheria a muitos como uma mãe, o que reforçou a fé na minha missão espiritual.

O Nome Espiritual é um nome sempre recebido, seja por um Mestre/Guru encarnado, seja por Mentores ou Guias Espirituais, o fato de que o nome seja recebido não significa que este nome foi-lhe dado neste momento, este nome pode sim representar a sua essência espiritual (alma) e por isto por vezes é em línguas/dialetos antiquíssimos ou até mesmo desconhecidos, a depender da origem de nossa essência espiritual, fato de que temos pouco conhecimento ainda, mas atualmente especula-se seja extraterrestre.


Nomes espirituais não pedem nenhum sigilo pois eles nos apresentam não somente ao espiritual, mas também a sociedade em nosso novo status, por isso é geralmente utilizado por sacerdotes, monges e pessoas que escolhem renunciar a vida material para viver integralmente seu status de essência espiritual, integrando-se  a esta identidade a fim de abraçar por definitivo a missão espiritual.
A admissão de um nome espiritual publicamente significa a morte para a vida comum (até mesmo familiar, pois o nome de registro vem da família biológica) e o renascimento para a vida espiritual, que é a vida eterna, onde nossa família se torna a grande família cósmica, ou seja, todos os seres que existem.
Atualmente há pessoas recebendo nomes espirituais de forma intuitiva, mais do que antigamente, acredito, especialmente pela abertura espiritual que vem se dando pela comunhão com as Plantas de Poder, e também provavelmente por conta da transição do nosso planeta, por isso a importância de falar sobre este assunto, pois em algumas tradições (hindus, por exemplo) mais rígidas você só pode receber o nome do seu Mestre Espiritual encarnado, ou se intuir, somente este Mestre pode confirmar e validar o nome.

Sri Prem Baba diz sobre o assunto: “Você não é um nome. A divina presença não pode ser classificada por um nome, mas para auxiliar no ancoramento da lembrança de si mesmo, às vezes, você recebe um nome que lhe é dado para que essa presença divina se manifeste através de você. Esse nome tem o poder de um mantra; é uma forma de evocar a divina presença que habita no seu corpo. Mas, o ego pode facilmente se apropriar disso e você pode se envaidecer. Portanto, para que o nome espiritual seja um instrumento de desenvolvimento espiritual, ele deve ser dado pelo seu Mestre, pois ele sabe qual é o momento certo para isso; ele sabe quando você está pronto para usar essa chave. Em algumas situações, o devoto intui um nome, mas somente o Mestre espiritual pode validá-lo; somente o Mestre pode lhe dar esse presente, a fim de evitar algum prejuízo na sua evolução e para evitar que haja uma cisão ainda maior na sua personalidade.” (Flor do Dia - 19/08/2013)

Eu concordo em partes, esta rigidez ainda serve para direcionar as pessoas e evitar equívocos, ocorre que em tempos de despertar isto vem aos poucos se tornando defasado, pois o acesso ao que chamamos Mestre Interior (Eu Superior, Divina Presença, etc) está ficando cada vez mais claro, as pessoas precisam cada vez menos de Mestres e Doutrinas, pois estão aprendendo a se guiarem e estão conhecendo a sua natureza espiritual.


Há ainda outra questão, nem sempre o nome recebido é o seu nome espiritual em definitivo, muitas vezes este nome é apenas o nome que você precisa nesta fase da sua vida para ancorar determinadas energias, assim como quando uma pessoa escolhe um nome mágico.

O Nome Mágico é um nome intuído, recebido ou escolhido propositalmente (busca-se significados, numerologia, etc) a fim de trazer determinada energia para a vida da pessoa, é mais comum entre os praticantes de magia que se denominam Bruxos (pois quase todo mundo pratica magia, seja dentro de uma doutrina ou não). Algumas religiões fundamentadas na bruxaria dizem que o nome mágico deve ser guardado em segredo, visto que outras pessoas poderiam utilizá-lo para lhe atacar, isso faz muito sentido, porque com o seu nome de registro numa "mandinga" já conseguem fazer estragos, imagine com o nome mágico, mas eu acredito que guardar em segredo ou não seja uma questão muito particular do que cada um acredita, e também sempre devemos pensar em meios de nos proteger, a maior proteção neste caso é a ausência de vaidade, quando a pessoa começa a "cantar pelos 4 cantos do mundo" seu nome mágico e contar para muitas pessoas isso pode gerar inveja e incômodo. O que eu recomendaria, particularmente, é você só utiliza-lo quando estiver lidando com a magia, se você tiver um blog ou site, ou se você for um palestrante, ou algo do tipo é natural que precise manter seu nome mágico de certa forma público, então reforce suas proteções.

Bem, através do seu nome de registro (familiar), que também não é por acaso você pode iniciar um caminho de autoconhecimento, você pode procurar pelos significados de cada nome, pode procurar a história da sua família (sobrenome), se você tiver como fazer uma árvore genealógica também seria fantástico (um dia farei uma), há sobrenomes que possuem brasões, os brasões são compostos de imagens e símbolos os quais possuem também significados, e você pode consultar também a numerologia do nome. Com tudo isto você terá uma base dos pontos fortes e fracos em seu nome e poderá refletir sobre o que pode ser melhorado na sua personalidade, excessos e carências, assim como diz o Prem Baba, o nome é como um mantra, imagine que seu nome significa "Sensível", agora imagine que as pessoas passaram a vida inteira te chamando e se referindo a você com este nome, no mínimo você terá sensibilidade em excesso e isso provavelmente irá te atrapalhar. Infelizmente é burocrático mudar o nome de registro, e na verdade nem é tão necessário, já que a sua essência integra tudo o que é o seu ser, passado, presente e futuro, mas pode-se mudar alguma letra, alguma coisinha, ou usar mais um sobrenome do que outro nos usos mais comuns (redes sociais, etc) a fim de tentar corrigir alguma coisa, eu por exemplo, após quase uma vida inteira utilizando mais o sobrenome do meu pai, recentemente optei usar nas redes sociais (em segundo plano, em primeiro está meu nome espiritual) o sobrenome da família da minha mãe, em honra a minha ancestralidade feminina, apesar de vir também de um pai este sobrenome (o meu avô), são pequenas coisas que corrigem grandes coisas às vezes, neste caso podemos citar a inconsciente negação da mãe e do feminino.

Entendidas as falhas e qualidades do seu nome de registro ou familiar, chegou o momento onde você pode pensar na possibilidade de adotar um nome mágico, porque o nome espiritual, ele vêm quando tem de vir, não conheço outros meios de obtê-lo senão que por iniciação de um Guru nas tradições orientais, lembrando que o nome recebido pode não representar a sua essência espiritual (digo por experiência própria).

Então voltamos lá ao início do post: "Quem deveríamos ser?", esta resposta está no nosso nome de registro, esta pergunta é mais sobre o que nós acreditamos que deveríamos ser, por ser o que nos foi imposto socialmente, então o nome "normal" representa nossa vida comum, social, burocrática e se for a fundo, a nossa vida ilusória. "Quem queremos ser?", aqui entra o seu nome mágico, o que você quer ser? Se você é tímido, você quer ser mais comunicativo provavelmente, e assim vai, aqui é onde você abre as possibilidades de melhorar a sua vida e a sua personalidade e corrigir algumas falhas. Corrigidas as falhas (não tudo, claro, porque neste mundo perfeição não existe) talvez seja o momento da reflexão mais profunda sobre você mesmo "Quem realmente somos?", aí que está o nome da sua essência espiritual, que na verdade nem é muito um "nome", veja o exemplo do Prem Baba (Pai do Amor), é algo que define essencialmente aquilo que somos. Eu Sou Vandana Shakti (Aquela que reverencia o Divino Feminino).


Não se fruste por não obter um nome espiritual tão cedo, tudo há seu momento na vida e entendo que quando não temos ainda este nome é porque temos algo a nos reconciliar com nosso passado na vida terrena para poder assumir a responsabilidade de quem realmente somos que é a Integração, e jamais a negação de nenhuma parte de nós, eu mesma demorei quase 2 anos para assumir este nome publicamente, então não tenham pressa, a pressa nos faz lidar com coisas as quais não temos um bom preparo.

Então prepare-se para se conhecer, estude seu nome de registro, estude sua família, sua ancestralidade e comece a indagar sobre quem você realmente é, somente num caminho de autoconhecimento podemos retomar o contato com a nossa essência espiritual, é sempre pela missão, reflitam sobre isto.


Teve alguma dúvida? Em breve haverão mais textos explicando mais profundamente muitos dos conceitos aqui expressados, aguarde, comente sua dúvida (pois pode ser a de outros leitores), ou me envie um e-mail: vandanashakti@hotmail.com