quinta-feira, 7 de junho de 2018

Cartomancia: Como funciona a leitura de cartas? - Mediunidade, Vidência...



Neste vídeo conto um pouquinho sobre como funciona a leitura de cartas no meu trabalho de Cartomancia, tiro algumas dúvidas sobre tiragens e sobre legislação para o profissional cartomante, abordo temas como mediunidade, vidência e terapia com cartas ou tarô terapêutico.

Ps: Ao final explico os motivos da minha ausência. Tô usando uma câmera nova (de celular) e ainda tô me adaptando então o vídeo não ficou muito bom, mas estamos aí! :)

Escreva sua dúvida aqui nos comentários! Se vc também joga e com vc funciona de uma forma diferente, me conte como funciona para vc!

Quer fazer uma leitura de cartas pessoal comigo? Atendo online no Whats App, entre em contato para agendar sua consuta: 11.95491-0642!


*Link da Vakinha para ajudar no tratamento dos meus cães:

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/vakinha-para-ajudar-no-tratamento-do-negao

terça-feira, 5 de junho de 2018

Me libertei do "Sagrado Feminino"

Depois de cerca de 5 anos de práticas decidi me libertar do “Sagrado Feminino”.

O termo “Sagrado Feminino” não se refere mais à Espiritualidade em comunhão com a Deusa, com a Grande Mãe como o foi no princípio, e entendo isto como um fenômeno cultural que se deu pela sua popularização e pela forte adesão dos terapeutas aos seus conceitos e visão de mundo.

Hoje o termo se refere a todo um conjunto de práticas terapêuticas adaptadas geralmente em formato de Círculo como referência ao Sagrado, onde quase sempre se trabalha com as Deusas, entidades e ancestrais como arquétipos, fundamentados pela Psicologia Junguiana, e não mais de forma religiosa-espiritual como seres verdadeiros e invisíveis habitantes de outros mundos e dimensões como já o faziam as bruxas desde muito antes do termo ganhar tamanha popularidade.

Então esse “Sagrado Feminino” de hoje não depende mais de fé, já que se baseia numa “ciência” e por este motivo acabou ganhando também a adesão de pessoas de outras religiões que estão parcial ou até mesmo totalmente em desacordo com os valores e visão de mundo da Antiga Religião da Deusa.

E é nesta parte que eu corto meus laços com esse termo para sempre, pois reduzir nossos Deuses à facetas de nossa própria mente e ainda vender nossos antigos rituais levando o nome de SAGRADO como algo ordinário, como algo negociável é uma ofensa para as verdadeiras bruxas de todos os tempos, e principalmente para aquelas que lutaram para tirar a nossa fé das trevas da ignorância e ter as nossas tradições respeitadas.

Hoje antigos rituais e práticas de bruxaria são vendidos (e às vezes por muito caro) pelo mundo todo com o título de “Sagrado Feminino”, são vendidos como terapia e às vezes são vendidos até como “espiritualidade” mesmo.

Infelizmente quando penso nesse termo eu já não sinto mais aquele Poder, aquele encanto antigo que me tocava na alma, mas apenas vejo pelos olhos físicos e também pelos olhos da mente diversas mulheres estereotipadas, brancas, cabelos padrão liso/ondulado, saia indiana (possivelmente muitas de trabalho escravo de outras mulheres), flores na cabeça, penduricalhos com pedras pelo corpo, pinturas corporais (muitas vezes imitando simbologias indígenas desconhecidas), termos como “mana”, “lua” e “gratidão”, e as dezenas de propagandas de eventos caros prometendo a cura do feminino se utilizando de todos estes elementos citados acima como ELEMENTOS DE MARKETING.


As que são vistas.

Sim, criamos um código com diversos estereótipos que nos identificam na sociedade. Antigamente eu ia em um evento desses e achava engraçado e legal que as meninas e eu mesma acabávamos sempre nos reconhecendo pela roupa “essa tem cara de quem vai no Sagrado Feminino”, como o evangélico de social com a bíblia debaixo do braço, elas, de saião colorido, claro. Hoje fico triste, porque quando olho uma mulher de roupas simples na rua, uma mãe de família, uma dona-de-casa, uma prostituta, uma mulher em situação de rua eu não vejo nelas esse “Sagrado Feminino” que eu identificava nas minhas amigas...

As que não são vistas.

Esse tal “Sagrado” que dizem que traz o ideal de unir mulheres, na verdade gera um código de conduta social (vestimentas, expressões, etc) que nos separa, e não foi isso que aprendi quando li sobre a Antiga Religião da Deusa quando eu tinha 13 anos, quando não tinha internet, nem redes sociais e nem esse culto exagerado a si mesmo preconizado pela famosa “selfie”. Eram só os valores da essência que estavam nos livros, não se falava de gírias utilizadas por um grupo de praticantes ou de vestimentas padrão, e pasmem, a vestimenta mais comum era o NU, sim, o despir de todas essas máscaras que ostentamos na sociedade.

E é assim que vai ser meu encontro com a Deusa e o Sagrado de agora em diante: NU, não exatamente nua no sentido literal, mas despida de todas essas coisas que absorvi durante esse modismo, começo a partir de agora esse caminho de volta para a essência verdadeira.

A partir de hoje estarei me desvinculando de tudo o quanto for possível com esse termo “Sagrado Feminino”, que agora só vou utilizar com aspas.

Esse texto vai causar desconforto em muita gente, mas em mim causei agora uma libertação colocando essas palavras que gritavam na minha alma em público.

*Gostaria de deixar uma observação de que não tenho nada contra Terapeutas (eu sou Terapeuta e tenho amigos também Terapeutas) e nem contra a Psicologia Junguiana, eu também a estudo, utilizo e entendo como um outra forma de estudar as Divindades para além do sentido religioso-espiritual, meu problema é com quem se utiliza dela para VENDER algo que leve o nome de SAGRADO, que isso fique claro.

quinta-feira, 1 de março de 2018