sábado, 29 de abril de 2017

Análise Vibracional Xamânica (ou “Mapa” Xamânico)

O Trabalho de Análise Vibracional Xamânica é um apanhado de Terapias que se interconectam formando um "Mapa" que indica o caminho a seguir.

Muitas pessoas me perguntam diariamente sobre o que é este trabalho e como ele funciona, por isto resolvi colocar aqui bem explicadinho para quem tem interesse em aprofundar nesse conhecimento!

Primeiramente devo esclarecer que existem outros tipos de Mapas Xamânicos, pelo menos um outro tipo (que eu saiba) que trata da tradição Maia, se não me engano, de fato devo dizer que não conheço esse trabalho e nem sei como ele funciona, o trabalho que quero tratar aqui é o que é desenvolvido por mim profissionalmente como Terapeuta há cerca de 2 anos.

Este trabalho que realizo é na verdade um trabalho de Análise Vibracional que me foi transmitido durante a minha formação como Terapeuta Xamânica em meados de 2014, portanto há, com certeza, outros profissionais que realizam esta mesma análise por outros “métodos”. No entanto, eu percebi a importância que haveria para as pessoas de possuir um material-referência que “codificasse” ou “classificasse” a sua análise de forma organizada e didática, como um “Mapa” que mostrasse o caminho a seguir.


Sobre a Análise:


A Análise é baseada numa espécie de astrologia rudimentar de um povo nativo ancestral aos Tupis que foi chamado de Tubakwaassu, e então esses dados foram codificados e classificados numa tabela que permite através dos dados de nascimento da pessoa levantar os três principais elementos, na tradição chamados de Aratzyl, ou “frequências divinas”, que regem a personalidade, a vida e o destino da pessoa.

Num comparativo com a Astrologia podemos dizer que há características comuns e há características que divergem, por exemplo, na tradição Tubakwaassu trabalha-se com o conceito de 7 elementos e não 4, como costuma-se trabalhar em outras tradições, sendo os principais (Ar, Água, Terra e Fogo) e os três chamados Éteres (Luminoso, Refletor e Refletido). Por este motivo podemos dizer que esta análise às vezes acaba, apesar de mais simples, chegando no mais profundo do ser, então acontece da pessoa ser num Mapa Astrológico de maioria um elemento específico, e no Mapa Xamânico em questão ser de maioria um outro elemento totalmente diferente, e até hoje todas as análises que fiz sempre tocaram as pessoas e sempre encontramos sentido para estas diferenças.

O principal motivo que explica as diferenças de elementos que podem ocorrer entre uma tradição e outra é que nesta tradição acredita-se que os seus elementos tanto podem ser aquilo que mais existe atualmente em você, como pode ser o que mais está em falta, porque a crença fundamental é de que a nossa natureza é única e neutra, e o seu desequilíbrio se encontra justamente no excesso, mas também na falta de determinados elementos que nos são naturais. Então, por exemplo, uma pessoa muito “fria” pode ser da Água (que é relativo às emoções) se esta estiver vivendo o desequilíbrio “para menos” de sua própria natureza emocional.

De forma geral, a análise trará também características de personalidade que são mais evidentes, as suas principais dificuldades comportamentais, os seus talentos, orientação profissional, missão de vida, etc. E algumas correspondências de cores, pedras, chakras (aqui chamados de Yerês) e também de animais totens relacionados aos elementos e como atuam em nossa vida.


Diferenciais do trabalho:


ARTETERAPIA


As mandalas de forma geral são interpretadas como o caminho para o interior, o centro do Ser, a Unidade, a Integração com o Todo o qual fazemos parte, entrando assim em estado de harmonia. Tanto sua contemplação como a sua confecção podem ser altamente terapêuticos!

A Mandala Yuntará - O trabalho é acompanhado de um desenho de uma mandala simples composta pelos símbolos dos principais elementos da pessoa nos grafismos da tradição Tubakwaassu, esta mandala é apenas um referencial para que a própria pessoa desenvolva sua auto cura pelo método da Arteterapia, pois os símbolos podem ser usados para compor outros desenhos e mandalas maiores a fim de produzir uma espécie de “antena” energética para atrair os elementos naturais do paciente.

*Eu também produzo as mandalas em artes maiores sob encomenda.



PSICANÁLISE





A conclusão do trabalho se dá a partir de um breve relato sobre as principais dificuldades atuais que peço ao paciente no ato da encomenda do seu trabalho de Mapa Xamânico, e com base na minha formação em Psicanálise Terapêutica também confronto as características trazidas pelos elementos da pessoa com as queixas atuais fazendo a análise principalmente dos símbolos e como estes atuam através dos elementos na vida da pessoa, trazendo muitas vezes orientações para o dia-a-dia e sugestões para meditação, chegando assim na resposta final sobre quais elementos estão precisando ser trabalhados no momento para que a pessoa atinja o equilíbrio necessário.


FITOTERAPIA



Os banhos de ervas  são a principal, mas não a única forma de Fitoterapia, podendo ser utilizada também pelo paciente a Aromaterapia, dentre outros.

Por fim, o trabalho traz uma relação de ervas correspondentes aos principais elementos naturais do paciente e uma sugestão de tratamento de Fitoterapia da tradição a partir de banhos de ervas pessoais e individuais, a fim de equilibrar os campos energéticos.


O trabalho de Análise Vibracional da tradição Tubakwaassu é então, como podem perceber, um apanhado de Terapias Integrativas e Holísticas que se interconectam a fim de tornar-se mesmo um “Mapa” que aponta diversos caminhos para a cura do ser.



"Gostei e quero encomendar o meu Mapa, como faço?"

O trabalho é feito até esse momento exclusivamente à distância, ele é entregue em um arquivo formato “PDF” via e-mail, o material é composto por 6-9 páginas, aproximadamente.

Para fazer a sua encomenda basta entrar em contato comigo no Facebook, no e-mail vandanashakti@hotmail.com ou no Whats App: 11.95491-0642 e solicitar os dados para pagamento e relação de dados necessários para a confecção do Mapa.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

II. O "Ritual" do Sagrado Feminino - Parte III

Vamos continuar nossos estudos sobre os Rituais dos Círculos de Mulheres?

Hoje falaremos sobre a questão da gratuidade e da capacitação para a condução de um Círculo.


Por que tem que ser gratuito?

Voltando ao início do texto, lembremos do que é um ritual, ou seja, uma cerimônia mágico-religiosa, isto por si só basicamente explica o motivo dos rituais serem gratuitos. É claro que dentro de um coven, ou círculo fechado, os membros fixos podem trabalhar cooperativamente para manterem o trabalho juntos, já que todas possuem uma responsabilidade compartilhada pelos trabalhos. Mas, por outro lado, uma pessoa que sozinha assume a responsabilidade de conduzir um trabalho espiritual (seja ele qual for) possui a responsabilidade como que de uma sacerdotisa (isto quando não é de fato uma sacerdotisa), não é porque saímos dos conceitos patriarcais de hierarquia linear que o sacerdócio perde seu sentido, ele ainda deve existir, mas de maneira mais flexível acompanhando a fluidez do que é o Feminino enquanto uma energia primordial que permeia a tudo no Universo.

Muitas de vocês irão encontrar círculos de mulheres pagos, e também cursos que prometem a capacitação ou formação para “Sacerdotisas” ou “Facilitadoras de Círculos”.

Sobre isto, inicialmente devo dizer taxativamente que NEM TODO CÍRCULO DE MULHERES É UM CÍRCULO “SAGRADO”, não levem a mal, é a realidade. Existem Círculos de Mulheres que atuam sim na cura das mulheres, mas de forma profissional e TERAPÊUTICA, ou seja, eles trabalham o Feminino de forma não religiosa e não estritamente espiritual, a exemplo temos muitos círculos trabalhando os arquétipos das deusas dentro da psicologia junguiana, como antes já dito aqui em outros textos, está errado? Não, de maneira alguma, errado é vender o ritual, errado é vender o “Sagrado”, Terapia é profissão e deve ser remunerada e valorizada.


Quem pode fazer? - Cursos de Formação

Agora quanto aos cursos de formação que prometem iniciações e capacitações, repito o que tenho dito nos círculos e em grupos quando esta questão é frequentemente levantada. A nossa sociedade como um todo precisa desconstruir a ideia de que você só pode se capacitar para algo em um curso que te dê um diploma ou uma instituição que te diga que você é o que você é. Isso sempre afetou as áreas profissionais (especialmente as mais tradicionais) e agora, por conta do capitalismo, afeta até nossa espiritualidade, porque muitos cursos se tornaram um meio de comércio, a questão é: você não “precisa” de um curso para se tornar uma sacerdotisa, uma facilitadora de círculos, etc, mas se você quiser existem cursos que podem ajudar na parte de estudos e vivências, no entanto, esses cursos não dão a ninguém o “real” título espiritual disso ou daquilo, até porque cada pessoa possui um aproveitamento diferente, duas pessoas podem fazer o mesmíssimo curso e uma pode ter um lindo despertar e outra pode ter simplesmente aproveitado somente o conteúdo, porque o despertar, o florescer espiritual não tem prazo, não tem método, não tem receita de bolo, é particular de cada um desde que o mundo é mundo, basta apenas que as pessoas se abram e realmente desconstruam essa ideia de que "eu sou menos capaz porque não sou formada no curso lá da “gringa” que diz que você é tal coisa ou não".

Antigamente existiam as escolas iniciáticas das mais diversas tradições místicas e espirituais, mas tudo era completamente diferente, era um outro tempo, uma pessoa nascia e desde criança era mandada a um templo aprender com mestres e mestras que dedicavam toda a sua vida a isto, muitos eram celibatários, renunciantes, e ali sim você poderia dizer que havia uma ordem e no fim a pessoa receberia uma “iniciação” verdadeira, mas hoje isso é cada vez mais raro, primeiramente porque ninguém quer renunciar a nada, e segundo porque TODOS querem algo em troca, ninguém quer mais a responsabilidade de um verdadeiro sacerdócio, de receber pessoas, cuidar, orientar, ensinar e viver integralmente o ofício. Então se perdeu o conceito de iniciação na era moderna, isso ao meu ver, não que não exista, eu até acho que exista, mas é bem raro de ser encontrado.

Eu gostaria de dizer também, complementando tudo o que já foi dito sobre os cursos, que considero justo um valor simbólico colaborativo pela transmissão de saberes (simbólico colaborativo de 1000 reais não vale), porque estamos longe daquele ideal do Sacerdócio do passado, apesar de que se a transmissão for por meio de um Sacerdócio eu acredito que deve ser gratuito sim e apenas com contribuição/doação consciente por parte da pessoa interessada SE ela quiser e puder, mas quando falamos de ensinar algo que foi estudado, organizado e que despendeu o tempo de uma pessoa que não é um Sacerdote e leva uma vida comum, mas que gosta de se dedicar a espiritualidade eu não vejo mal nenhum em propor esta “troca”, desde que não se torne um comércio capitalista (visando lucro), mas sim feito por prazer, de alguém que compreende que este é um saber espiritual, e desde que não haja o monopólio do saber, ou seja, você pode fazer um curso de benzimento e pagar por ele, mas isso não desmerece e nem “incapacita” aquelas que aprendem de forma espontânea, autodidata e especialmente aquelas que aprendem por tradição familiar. Um dos absurdos que mais vemos é uma pessoa usar de um título que é vendido por meio de um curso “iniciatório” para dizer que ela é a única capacitada a exercer tal prática (ex.: Benção do Útero, ou Womb Blessing com o título de Moon Mother, Goddess Blessing ou Benção da Deusa com o título de Blesser), pensem bem, usar o nome “Benção do Útero”, “Benção da Deusa” ou qualquer tipo de benzimento de forma exclusivista não seria uma apropriação indevida de saberes ancestrais, que são patrimônios imateriais e universais da humanidade? Isso é nosso, é visceral, não pertence a ninguém que tente se apropriar.

Então, por fim, concluo que o sacerdócio dentro do Caminho da Deusa, ou do Sagrado Feminino é algo bem mais simples do que se espera, até por a mulher ser naturalmente intuitiva, mas quero deixar para aprofundar neste assunto em um texto mais específico, o que podemos dizer de forma geral é que todas podem conduzir círculos, todas as que sentirem O Chamado da Deusa, e daí o seu sacerdócio pode ser dentro de um coven, de uma ordem iniciática ou não, ele também pode ser solitário, intuitivo e espontâneo, cada ser é um Universo e cada caminho, único. Ahá!

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terça-feira, 11 de abril de 2017

II. O “Ritual do Sagrado Feminino” - Parte II

Continuando nossos estudos acerca do "Ritual" do Sagrado Feminino, falemos sobre onde acontecem estes rituais e quem pode ou não participar.



"Somos um círculo, dentro de um círculo, sem começo e sem fim." (Mirella Faur)















Locais Adequados

Por ser um ritual, o ideal é que seja em comunhão com a natureza, então muitas pessoas buscam parques públicos, por exemplo, mas também é importante haver um mínimo de privacidade e resguardo do público e do exterior, então por este motivo acabam-se realizando muitas vezes em salas fechadas alugadas ou na casa de alguém. 



Círculos Abertos e Círculos Fechados

É importante lembrar também da natureza do círculo, vez que existem círculos abertos a público, e círculos fechados, que funcionam como covens ou ordens esotéricas, aonde existem geralmente pelo menos alguns rituais abertos para admissão de novas integrantes, e há ainda círculos que mesclam estas duas práticas, possuem um grupo fechado e realizam rituais públicos eventualmente, então alguns destes círculos fechados podem ter até mesmo locais fixos para seus rituais, como templos e santuários.



Quem são as participantes?

A maioria dos círculos do Sagrado Feminino só admite a participação de mulheres, isto não é regra, mas dado o momento da sociedade é compreensível que as mulheres precisem ainda e muito de um espaço só delas, muito mais do que compartilhar estes ritos com homens que possuam interesse em trabalhar o seu Sagrado Feminino, o que é uma necessidade real para a maioria dos homens, ainda que estes não saibam.

Para alguns rituais não é recomendada a presença de crianças pequenas por conta dos excedentes energéticos do trabalho, isto deve ser conversado particularmente com a facilitadora que irá conduzir o ritual.

Quanto à admissão ou não de mulheres trans, bi ou homossexuais, do meu ponto de vista baseado nas minhas vivências e estudos, o que vigora é a inclusão de mulheres, sejam elas heterossexuais ou não, sejam elas brancas, negras, ricas, pobres, jovens, idosas, mães ou não, com útero ou não, tanto faz, somente cada mulher sabe e pode julgar o quanto ou não precisa do Sagrado Feminino em sua vida. Para mim, tenho que a posição da mulher que dirige um círculo é de acolher, e não de julgar ou excluir baseado no quanto um ser humano pode ser mulher ou não pela sua biologia ou pela sua orientação sexual, acolher está acima de qualquer julgamento. Particularmente não vejo sentido em excluir mulheres trans de um Círculo do Sagrado Feminino, tendo em vista que muitas estão buscando mesmo esta conexão (por vezes recém-descoberta) com algo que vêm de dentro delas e não do seu exterior, a premissa é que Sagrado Feminino e Sagrado Masculino se integram e equilibram todos os seres, então uma pessoa que se identifique com o gênero Feminino terá mais afinidade com o Sagrado Feminino, naturalmente.


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